Como é que aqui chegámos??? Atropelamento dentro de uma escola!!!

O Público noticiou "Duas crianças atropeladas no interior da escola" em Oeiras.

"Duas crianças foram atropeladas, nesta terça-feira de manhã, no interior da escola de S. Bruno, concelho de Oeiras. O acidente ocorreu por volta das nove da manhã, no pátio daquele estabelecimento de ensino, localizado em Paço de Arcos, quando uma carrinha de abastecimento do refeitório atropelou as duas crianças."

Como é possível?
Será que a invasão dos automóveis poderá ir mais além do que isto?
Provavelmente vamos assistir a uma justificação que insinue que as crianças estavam onde não deviam etc... Será que "Atropelamento" + "interior da escola" vai fazer soar a campaínha??

Ainda hoje, depois de deixar a minha filha na escola, assisti a vários automobilistas acelerar nas imediações e não dar passagem a peões e pensei: Devia haver uma alteração ao Código da Estrada que obrigasse a que todas as passagens de peões num raio de 500/1000mts de escolas fossem sobreelevadas para obrigar ao abrandamento de tráfego.
Os condutores não percebem que são crianças (como os seus filhos, sobrinhos) que circulam naquelas ruas e que a probabilidade de haver uma distracção de uma criança é bem maior do que no caso de um adulto.... porque o adulto em Portugal sabe que não é por estar numa passadeira que está mais seguro.

Passeios Livres??? Nem as escolas estão livres... Temos um grande caminho a percorrer, de facto.

PS: Além da ocupação dos passeios, também as manobras que se fazem para lá chegar e depois sair são bastante perigosas, que poderá ter sido o que aconteceu nesta situação.

11 comentários:

  1. Nos EUA se uma carrinha das escola está a estacionada a recolher ou "entregar" miúdos, o trânsito tem que parar. E lá são ainda mais carro-dependentes!!

    Estou para ver o que vai ser concluído acerca deste incidente...

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  2. Como pai de duas crianças com idades semelhantes, fico arrepiado em saber que nem nas escolas estão livre dessa ameaça (carros+condutores ignorantes).

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  3. Meus caros, já o afirmei mais de uma vez: não se trata de carro-dependente porque isso todos o são (os que têm carro para a sua vida profissional e os que o têm por estatuto social). O problema maior e mais grave, prende-se com a FALTA DE CIVISMO, a educação (que devia vir do berço e pelos vistos nem sabem o que isso é) e o estar integrado na comunidade. Vivemos momentos difíceis das nossas vidas mas isso não é desculpa porque este tipo de situações já vêm de há muitos anos atrás, logo a seguir ao golpe militar de Abr'74, em que a maioria pensou que LIBERDADE é a palavra mágica para fazer o que lhe der na real gana, esquecendo que existem mais pessoas à sua volta e que elas também têm o direito à mesma (sua) LIBERDADE!

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  4. Na notícia original da LUSA (entretanto substituída por notícia produzida pelo Público), constava esta pérola dita pelo Comando da PSP: "as crianças estavam a brincar sem ter em atenção a presença da viatura". Nem uma palavra sobre se o condutor da carrinha prestava atenção ao facto de estar DENTRO de uma escola...

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  5. No DN, mantém-se a versão original da notícia: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2048050&seccao=Sul

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  6. Isto foi para juntar ao excelente curriculum de trânsito que há em Oeiras. Mais um assassino que vai ficar impune. Estamos habituados.

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  7. O comportamento dos condutores é criminoso, mesmo quando se trata da mãezinha que vai deixar o filho na escola e deixa o carro em cima da passadeira. Assisto a este comportamento diariamente junto ao Largo do Leão.
    E logo a seguir temos o Colégio do Sagrado Coração. A história é a mesma.
    A educação dos Portugueses não dá para mais

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  8. Acção directa é o que se quer11 de outubro de 2011 às 22:03

    Hoje quando fui buscar o meu puto à escola veio o caminho todo, cerca de 4 km, um carro atrás de mim todo enervado com a minha condução tranquila e a tentar ultrapassar... Eu, nestes casos não facilito, se eu já vou no limite não facilito, na AE ainda posso facilitar, agora na cidade e em zonas residênciais não facilito a ultrapassagem... E lá foi ela (sim, era um senhora, andam sempre com pressa elas...). Por coincidência tb ia à mesma escola, e onde estacionou? No passeio claro, e ainda me lançou uns olhares porque ainda a fiz esperar mais com a minha manobra de estacionamento

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  9. Que esta tragédia sirva para todos nós reflectimos sobre o sucedido. É de admirar que casos omo esses n~ao acontecam mais frequentemente e muitas vezes por culpa dos próprios encarregados de educação.Basta ve-los a estacionar de qualquer maneira para deixar e receber os seus filhotes. Em ALMADA, uma escola privada, que está localizada dentro de uma zona pedonal, desde o inicio que os pais estão autorizados pela Camara a entrarem de carro na dita zona pedonal. Na hora de entrada e saida o caos está instalado.

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  10. Na semana sem carros assisti a uma família inteira a passear de comboio. A mais velha das crianças deveria ter entre 10 a 12 anos e pelo ar extasiado delas (4) e preocupação excessiva dos pais assumi facilmente que era a primeira vez que andavam de comboio (e são moradores da linha de Cascais)!
    As crianças hoje em dia circulam unicamente de casa para a escola e vice-versa e de carro. Não sabem o que é um transporte, a maioria nem bicicleta. Na mentalidade retrógrada dos pais está incutida esta paranoia doentia pelo carro que se estende até ao absurdo.

    Este animal que atropelou as crianças deveria ter deixado a carrinha na porta da escola (a escola tb é culpada por permitir isso) e levado as coisas de carrinho, mas é descabida qualquer deslocação a pé maior que 5 metros para a maioria dos portugas. E quem sofre (literalmente) com isso são as crianças.

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  11. Um dos dados que eu mais gosto de citar no Menos Um Carro:

    Um estudo do Departamento de Transportes do Governo Britânico sobre sinistralidade das crianças enquanto peões coloca Portugal no pior lugar dos países europeus analisados. Descontando a Polónia, todos os países têm taxas que são menos de metade (!) da taxa portuguesa. Por se tratarem de crianças, logo com menos noção sobre o comportamento e as regras do trânsito, seria de esperar que os números não fossem tão díspares. Concluí-se neste caso que o problema está no comportamento do condutor e não no do peão.


    http://menos1carro.blogs.sapo.pt/220499.html

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