Passeio privativo para o popó!

Quase todos os dias repete-se esta situação no Tagus Park, em Oeiras, um largo passeio é ocupado por estacionamento ilegal...




Na Parede, só lá vai à parede para proteger os passeios

Na Parede, rebaixou-se os passeios para ajudar as pessoas com mobilidade reduzida e os restantes a subir melhor os passeios. As obras em frente do Clube Nacional de Ginástica foram inauguradas pela Câmara de Cascais. No Facebook da autarquia a obra foi apresentada com referências a "novos passeios, passadeiras adequadas à circulação de pessoas com mobilidade condicionada" e um placard na rua refere "qualidade/segurança/espaço público". O resultado de tais nobres medidas, está à vista.

Lisboa Menina e Moça VII

Mais um peça da nossa rubrica habitual Lisboa Menina e Moça, desta feita, a parte sete. A zona verde diz respeito à área pedonal e a zona vermelho à área para trânsito motorizado.
  • Caros leitores, onde fica esta cruzamento na cidade de Lisboa?
  • Qual o rácio da superfície total a verde sobre a superfície da zona a vermelho?

A culpa não é do construtor...

...mas da Câmara de Lisboa, que ainda considera, que os centros dos centros urbanos, são espaços propícios para locomoção de lataria poluidora, ruidosa, perigosa e onerosa; e não espaços de convívio, de interação social, de comércio de proximidade e de pedonalidade.

Obras novas, hábitos antigos

Foto tirada ontem na "nova" e renovada avenida da República. Contra todo o lixo verborreico que propala o vereador do CDS, a impunidade continua e recomenda-se.

Parabéns à Polícia Municipal de Lisboa

O Passeio Livre congratula vivamente a Polícia Municipal de Lisboa por esta ação. Lataria no passeio é lataria no passeio, independentemente se sobre quatro ou duas rodas. E lataria no passeio é uma violação clara do art.º 49.º do Código da Estrada. A Polícia (desta vez), como entidade ao serviço da Lei e do Estado de Direito, atuou em conformidade. Congratular a polícia por fazer cumprir a lei aparenta ser um paradoxo civilizacional, mas dada as circunstâncias as quais temos vivamente criticado neste espaço, resta-nos fazê-lo dada a raridade: a Polícia Municipal de Lisboa está de parabéns por esta ação.



Todavia, João Gonçalves Pereira, Vereador do CDS na Câmara Municipal de Lisboa e Comissário Municipal de Combate ao Desperdício Alimentar, teve a ousadia e a insensatez, de mencionar esta situação, referindo em letras maiúsculas, como caça à multa. É inaceitável, no nosso entender, que um membro da Câmara Municipal de Lisboa, critique a Polícia Municipal por esta cumprir o seu trabalho e a sua missão, de acordo com o que está plasmado na Lei.

E poucos metros mais à frente, existe um parque para motociclos com espaço para pelo menos mais duas motos.
 

Delft, uma cidade pensada para as pessoas

A cidade de Delft é das mais antigas da Holanda, tendo sido o local da residência oficial do primeiro regente da Holanda, o Príncipe Guilherme de Orange. Fica localizada na província da Holanda do Sul, a 9 km da Haia e 18 km de Roterdão. É um dos centros mais antigos do país, tendo já sido mencionada em 1062. Delft foi palco, em 1584, do assassinato do governador Guilherme I o Taciturno, por um fanático católico. O belo mausoléu de Taciturno encontra-se na Igreja Nova, a qual é várias vezes fotografada nesta reportagem, hoje transformada em templo protestante, onde se ergueu também o túmulo de Hugo Grócio, e os túmulos dos monarcas holandeses. Hugo Grócio foi um jurista ao serviço da República dos Países Baixos, sendo considerado o fundador, junto com Francisco de Vitória e Alberico Gentili, do Direito internacional, baseando-se no Direito natural. Foi também filósofo, dramaturgo, poeta e um grande nome da apologética cristã.

Delft é também a cidade natal do pintor Jan Vermeer, cuja obra mais conhecida é a "menina do brinco de pérola". A cidade também ficou famosa devido às suas fábricas de faiança, que datam de meados do século XVII. O apogeu dessa indústria, que se inspirou, inicialmente, em modelos chineses, situa-se entre 1680 e 1740, tendo sido Abraham de Coog seu mestre principal. Toda a cerâmica europeia sofreu influências da de Delft. Delft hospeda ainda uma das universidades técnicas mais renomeadas da Europa, a Universidade Técnica de Delft.

Embora a Holanda, de facto seja na maioria da sua superfície plana, o urbanismo de Delft, na medida que as ruas são estreitas e os edificado é antigo, não é muito diferente neste aspeto, do de Lisboa ou do Porto, excluindo obviamente a topografia. Todavia toda a zona do centro da cidade, é interdita ao trânsito automóvel, não havendo exceções para residentes. E não se trata apenas de uma praça ou de algumas ruas, mas toda uma série de quarteirões na zona central da cidade onde os carros estão proibidos de entrar. Há parques apenas na periferia, e em toda a zona do centro as pessoas deslocam-se essencialmente a pé, e de bicicleta. A atividade comercial fervilha, mesmo a dos grandes grupos económicos, mas também a dos pequenos comerciantes. As pessoas usam as praças e as ruas, para passear, conviver, fazer compras, ir ao café ou à padaria, e até se sentam no meio das praças a conviver. Veem-se imensos idosos na rua, crianças, carrinhos de bebés, pais e avós a passear os filhos e netos, e muitos animais domésticos que vagueiam livremente. O espaço público é das pessoas. E como conseguiu isto a autarquia de Delft? Para responder a esta pergunta, lançamos um desafio: tente procurar nas dezenas de fotografias abaixo, um único automóvel.

Fotos de João Pimentel Ferreira