A publicidade automóvel continua mascarada de "notícia"
Caro leitor, citamos ipsis verbis mais uma notícia (hiperligação) de um jornal diário. Isto, de acordo com a Entidade Reguladora para a Comunicação Social, e a própria edição do jornal, não é publicidade:
"Familiar e aventureira, eis a variante “todos os caminhos” da carrinha Insignia. A estreia oficial da Insignia Country Tourer está marcada para o Salão de Frankfurt, chegando ao mercado logo a seguir.
Desde que foi anunciada uma nova geração do modelo de topo da Opel que se sabia que a gama não iria dispensar uma variante ainda mais polivalente, na forma de uma carrinha com aptidões para circular por outros pisos que não o alcatrão. Agora, a Opel decidiu revelar a nova Insignia Country Tourer, fazendo ainda saber que a sua comercialização iniciar-se-á em Setembro, imediatamente após a estreia oficial em público no Salão de Frankfurt.
Atributos do modelo são, desde logo, todos os já conhecidos da Insignia Sports Tourer convencional, em domínios como a tecnologia, a segurança, a conectividade, o espaço interior ou a capacidade da mala. A que se junta aquela aparência mais aventureira típica deste género de proposta, assegurada pelas várias protecções da carroçaria (pára-choques, guarda-lamas, embaladeiras) e pelas jantes de desenho específico".
Mais uma vez reiteramos: nada temos contra a publicidade, particularmente a automóvel; mas de acordo com as mais elementares regras de deontologia jornalística e as próprias regras da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, a publicidade, a qualquer produto, deve estar assinalada como tal.
"Familiar e aventureira, eis a variante “todos os caminhos” da carrinha Insignia. A estreia oficial da Insignia Country Tourer está marcada para o Salão de Frankfurt, chegando ao mercado logo a seguir.
Desde que foi anunciada uma nova geração do modelo de topo da Opel que se sabia que a gama não iria dispensar uma variante ainda mais polivalente, na forma de uma carrinha com aptidões para circular por outros pisos que não o alcatrão. Agora, a Opel decidiu revelar a nova Insignia Country Tourer, fazendo ainda saber que a sua comercialização iniciar-se-á em Setembro, imediatamente após a estreia oficial em público no Salão de Frankfurt.
Atributos do modelo são, desde logo, todos os já conhecidos da Insignia Sports Tourer convencional, em domínios como a tecnologia, a segurança, a conectividade, o espaço interior ou a capacidade da mala. A que se junta aquela aparência mais aventureira típica deste género de proposta, assegurada pelas várias protecções da carroçaria (pára-choques, guarda-lamas, embaladeiras) e pelas jantes de desenho específico".
Mais uma vez reiteramos: nada temos contra a publicidade, particularmente a automóvel; mas de acordo com as mais elementares regras de deontologia jornalística e as próprias regras da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, a publicidade, a qualquer produto, deve estar assinalada como tal.
Estacionamento abusivo em Miraflores
Recebido por mail:
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Muito boa tarde,
Dirijo-vos este e-mail na esperança de que algo possa efetivamente ser feito em relação ao que se passa nas traseiras do prédio onde resido ( Av. das Tulipas, nº 21 em Miraflores, Algés). Trata-se de uma área privada de uso público que é diariamente invadida por automóveis. Segue em anexo uma fotografia que ilustra bem o que se passa - se quiserem tenho dezenas delas tiradas em dias diferentes, mas acho que uma é suficiente para o efeito.
É um espaço onde por vezes brincam crianças, mas que não o podem fazer livremente nem em segurança, pois podem estragar os automóveis com as bolas, ou podem ser atropeladas pelos automóveis que entram e saem do local.
É um local que invariavelmente está sujo com as marcas dos pneus. É um local cuja manutenção é da responsabilidade do condomínio, mas que se degrada cada vez mais com a circulação destas viaturas.
A PSP já por várias vezes veio ao local, mas sempre que assisti, apenas advertem as pessoas que encontram, as mesmas retiram as viaturas durante alguns instantes, e assim que os agentes se vão embora, voltam a estacionar aqui as suas viaturas. Sem a devida multa, o desrespeito pela autoridade prevalece.
É desesperante, já tentei por várias vezes pedir às pessoas para não o fazerem, e por vezes sou até tratado com má educação ou simplesmente ignorado. O estacionamento é tarifado nesta zona, mas este local parece estar fora da ação dos fiscais da Parques Tejo, tornando-se num local desejado para quem não quer pagar a devida taxa social de estacionamento.
Em Miraflores o estacionamento abusivo já foi um problema muito maior, que melhorou consideravelmente com a intervenção da Parques Tejo. Infelizmente este continua a ser um dos poucos locais onde o problema persiste (mas não é o único, sendo a situação em frente à Clínica Quadrantes a mais escandalosa, ainda para mais tendo em conta que está a menos de 100m da esquadra da PSP).
Termino assim pedindo a todas as entidades aqui contactadas, que dentro das vossas competências possam ajudar a resolver esta questão.
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Muito boa tarde,
Dirijo-vos este e-mail na esperança de que algo possa efetivamente ser feito em relação ao que se passa nas traseiras do prédio onde resido ( Av. das Tulipas, nº 21 em Miraflores, Algés). Trata-se de uma área privada de uso público que é diariamente invadida por automóveis. Segue em anexo uma fotografia que ilustra bem o que se passa - se quiserem tenho dezenas delas tiradas em dias diferentes, mas acho que uma é suficiente para o efeito.
É um espaço onde por vezes brincam crianças, mas que não o podem fazer livremente nem em segurança, pois podem estragar os automóveis com as bolas, ou podem ser atropeladas pelos automóveis que entram e saem do local.
É um local que invariavelmente está sujo com as marcas dos pneus. É um local cuja manutenção é da responsabilidade do condomínio, mas que se degrada cada vez mais com a circulação destas viaturas.
A PSP já por várias vezes veio ao local, mas sempre que assisti, apenas advertem as pessoas que encontram, as mesmas retiram as viaturas durante alguns instantes, e assim que os agentes se vão embora, voltam a estacionar aqui as suas viaturas. Sem a devida multa, o desrespeito pela autoridade prevalece.
É desesperante, já tentei por várias vezes pedir às pessoas para não o fazerem, e por vezes sou até tratado com má educação ou simplesmente ignorado. O estacionamento é tarifado nesta zona, mas este local parece estar fora da ação dos fiscais da Parques Tejo, tornando-se num local desejado para quem não quer pagar a devida taxa social de estacionamento.
Em Miraflores o estacionamento abusivo já foi um problema muito maior, que melhorou consideravelmente com a intervenção da Parques Tejo. Infelizmente este continua a ser um dos poucos locais onde o problema persiste (mas não é o único, sendo a situação em frente à Clínica Quadrantes a mais escandalosa, ainda para mais tendo em conta que está a menos de 100m da esquadra da PSP).
Termino assim pedindo a todas as entidades aqui contactadas, que dentro das vossas competências possam ajudar a resolver esta questão.
*Leitor identificado*
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Berlim vs. Portugal
O jornal Observador presta assim um mau serviço
Todos já sabem que os jornais diários, principalmente os online, considerando que são gratuitos e que por certo têm muitas despesas e que a publicidade oficial não deve ser assim tão proveitosa, têm de recorrer a publicidade "oficiosa", sendo a da indústria automóvel a mais patente e evidente, normalmente mascarada de notícia na secção "auto". Ou seja, é clarividente a publicidade que todos os jornais diários fazem à indústria automóvel, publicidade essa mascarada de facto noticioso, sendo também no nosso entender, uma manifesta violação da deontologia jornalística, pois ludibria o leitor. Mas até aqui, nada de novo! O que é novo neste caso, é que além da referida publicidade, agora também se promove a ilegalidade, mormente a violação do artigo 49.º do Código da Estrada, com referência ao estacionamento sobre o espaço pedonal ou destinado a peões. Foi o caso recente de uma "notícia" do jornal Observador (hiperligação), com direito a vídeo e tudo, onde se vê um "veículo citadino" a ser idolatrado pelo "jornalista", enquanto o referido veículo é filmado sob várias perspetivas, estando o referido veículo estacionado sobre o espaço pedonal; ou pelo menos sobre o espaço destinado a peões, considerando que a calçada à portuguesa é quase sempre usada apenas para espaço pedonal.
Prioridade ao Peão... à moda de Oeiras
Em Oeiras as leis que protegem os peões não são cumpridas, nem pelas próprias autoridades. Todos os dias, tal como hoje da manhã, às 09h45, o respeito pelos peões é este, exemplificado pelo veículo 01-RD-29 da própria União de Freguesias de Oeiras, frente à Junta de Freguesia, na Rua Marquês de Pombal, n.º 42.
O regabofe na rua Viriato continua em Lisboa
O Dr. Medina já o alertou! Pois de acordo com o jornal O Corvo (hiperligação), o edil de Lisboa considera que "é impossível termos soluções adequadas, quando estamos confrontados com baixos níveis de civismo, [sendo que] a colocação de pilaretes junto a passadeiras é intencional e tem acontecido em várias zonas da cidade, infelizmente, devido à falta de civismo dos automobilistas". Pois bem, a Rua Viriato é um bom exemplo. A CML edificou pilaretes, mas ingenuamente deixou espaço junto a zonas pedonais, tendo mesmo no seu ingénuo altruísmo rebaixado as passadeiras para que idosos e pessoas em cadeiras de rodas pudessem subir melhor os passeios. Todavia, o automobilista mediano português é tão animalesco e incivilizado, ou quiçá padece de qualquer frustração por não ser proprietário de um todo-o-terreno e de uma casa de campo, que mais não faz que usar tal mecanismo, ou seja, tal rampa livre de pilaretes, para estacionar a sua sacrossanta lata-metálica-onerosa-poluidora-espaçosa-ruidosa-motorizada no espaço onde apenas o peão deveria poder circular. Mas ferro com ferro se paga, e a CML para evitar um mal maior, mas infelizmente para os invisuais e pessoas com mobilidade reduzida, tem vindo a colocar pilaretes nas zonas de acesso a passadeiras, para que a seguinte situação não se repita.
Ciclovia para a Av. Gago Coutinho
No seguimento de uma queixa que o Passeio Livre endereçou à autarquia de Lisboa há cerca de 7 meses (hiperligação), a mesma respondeu-nos a semana passada, nos seguintes termos, através da chefe da divisão Dra. Paula Martins:
Exmos. Senhores,
Na sequência do V. e-mail de 29-07-2016 em anexo, que mereceu a nossa melhor atenção, apesar da demora na resposta que lamentamos, cumpre-nos informar que a Câmara Municipal de Lisboa tem em curso um projeto de rede ciclável para a Avenida Almirante Gago Coutinho, no âmbito da promoção da mobilidade sustentável.
Trata-se da requalificação da referida avenida, que considera o reordenamento do estacionamento, a criação de uma ciclovia e de um passeio livre para a circulação pedonal, pelo que a situação relatada será ultrapassada após esta intervenção.
Sem outro assunto, apresentamos os melhores cumprimentos,
Paula Santos Martins
Chefe de Divisão
Esperemos então por conseguinte, que com a referida rede ciclável ao longo da referida avenida, a qualidade do espaço pedonal seja substancialmente melhorada.
Exmos. Senhores,
Na sequência do V. e-mail de 29-07-2016 em anexo, que mereceu a nossa melhor atenção, apesar da demora na resposta que lamentamos, cumpre-nos informar que a Câmara Municipal de Lisboa tem em curso um projeto de rede ciclável para a Avenida Almirante Gago Coutinho, no âmbito da promoção da mobilidade sustentável.
Trata-se da requalificação da referida avenida, que considera o reordenamento do estacionamento, a criação de uma ciclovia e de um passeio livre para a circulação pedonal, pelo que a situação relatada será ultrapassada após esta intervenção.
Sem outro assunto, apresentamos os melhores cumprimentos,
Paula Santos Martins
Chefe de Divisão
Esperemos então por conseguinte, que com a referida rede ciclável ao longo da referida avenida, a qualidade do espaço pedonal seja substancialmente melhorada.
"Liberta o tuga que há em ti"
Modelo de email para denunciar estacionamentos abusivos
Recebido por mail:
---------- Mensagem encaminhada ----------
Venho partilhar convosco uma informação importante. Ultimamente tenho tirado fotografias a carros ilegalmente estacionados (em cima do passeio ou passadeira) e envio um email para o seguinte endereço e com o seguinte conteúdo. Isto é no município de Lisboa e a Polícia Municipal responde ao email (normalmente em um ou dois dias) dizendo que levanta o auto respectivo. Assim sendo, seria interessante partilhar com o site Passeio Livre, para que mais gente comece a tirar fotografias e a enviar para a Polícia Municipal, para que finalmente quem estaciona mal o carro passe a ser multado - porque já sabemos que os agentes que se encontram nas ruas, normalmente, não fazem caso dos carros mal estacionados. É importante que a fotografia fique bem feita e inclua a matrícula da viatura.
***
***
Para: [email protected]
Assunto: Denúncia estacionamento abusivo
Excelentíssimos senhores:
Ao abrigo do número 5 do artigo 170º do Código da Estrada, venho por este meio fazer a seguinte denúncia de contra-ordenação para que a Polícia Municipal levante o auto respectivo e multe o responsável:
No dia xxx de xxx de 2017, às xxx horas, na Rua xxx, um pouco abaixo da porta do número xxx, a viatura com matrícula xxx-xxx-xxx (marca e modelo, se possível) encontrava-se estacionada em cima do passeio, em violação do artigo 49º.1 alínea f do Código da Estrada (opcional: e impedindo totalmente a circulação pelo passeio). Pode-se comprovar esta situação através das fotografias anexas ao presente email.
Os meus dados são os seguintes:
Nome: (nome completo do denunciante)
Morada: (morada completa do denunciante)
Cartao do Cidadão: (número do cartão do cidadão do denunciante)
Venho por este meio solicitar, nos termos do número 5 do artigo 170º do Código da Estrada, que procedam a autuar os responsáveis.
Obrigado e cumprimentos,
(Assinatura do denunciante)
Excelentíssimos senhores:
Ao abrigo do número 5 do artigo 170º do Código da Estrada, venho por este meio fazer a seguinte denúncia de contra-ordenação para que a Polícia Municipal levante o auto respectivo e multe o responsável:
No dia xxx de xxx de 2017, às xxx horas, na Rua xxx, um pouco abaixo da porta do número xxx, a viatura com matrícula xxx-xxx-xxx (marca e modelo, se possível) encontrava-se estacionada em cima do passeio, em violação do artigo 49º.1 alínea f do Código da Estrada (opcional: e impedindo totalmente a circulação pelo passeio). Pode-se comprovar esta situação através das fotografias anexas ao presente email.
Os meus dados são os seguintes:
Nome: (nome completo do denunciante)
Morada: (morada completa do denunciante)
Cartao do Cidadão: (número do cartão do cidadão do denunciante)
Venho por este meio solicitar, nos termos do número 5 do artigo 170º do Código da Estrada, que procedam a autuar os responsáveis.
Obrigado e cumprimentos,
(Assinatura do denunciante)
Av. 24 de Julho com passeio minúsculo junto à linha férrea
Um curioso caso de empreitada na cidade de Lisboa que, ou foi pensada por quem nunca foi ao terreno, ou foi fiscalizada ou executada por quem não tem olhos ou o mínimo de espírito critico, é a empreitada do Cais do Sodré ao Largo de Santos.
São cerca de mil metros, e nessa artéria (Av. 24 de Julho) existe um passeio junto da linha férrea, passeio esse com uma largura mínima de cerca de um metro e máxima superior a dois metros, sendo que na maioria da extensão tem cerca de um metro e meio. Existe contudo uma única exceção, um único ponto neste quilómetro de passeio tem bastante menos de um metro. Neste percurso existem apenas três passadeiras, tendo uma delas, por via das obras na Avenida, sido deslocada. Pois os executantes desta obra conseguiram instalar a passadeira no ponto mais estreito que existe em um quilometro e plantar um semáforo a impedir a passagem de, por exemplo, um carrinho de bebé ou cadeira de rodas.
Fotos ilustrativas da situação ridícula que gostaríamos de ver corrigida.
São cerca de mil metros, e nessa artéria (Av. 24 de Julho) existe um passeio junto da linha férrea, passeio esse com uma largura mínima de cerca de um metro e máxima superior a dois metros, sendo que na maioria da extensão tem cerca de um metro e meio. Existe contudo uma única exceção, um único ponto neste quilómetro de passeio tem bastante menos de um metro. Neste percurso existem apenas três passadeiras, tendo uma delas, por via das obras na Avenida, sido deslocada. Pois os executantes desta obra conseguiram instalar a passadeira no ponto mais estreito que existe em um quilometro e plantar um semáforo a impedir a passagem de, por exemplo, um carrinho de bebé ou cadeira de rodas.
Fotos ilustrativas da situação ridícula que gostaríamos de ver corrigida.
Acesso pedonal ao Centro de Saúde de Paço de Arcos (3)
...e todo o caminho até à porta principal, cheio de carros e obstruído para todos, em especial cadeiras de bebés, deficientes, crianças e idosos.
O estacionamento em Lisboa está em saldos há 40 anos
Pois em Amesterdão uma avença anual para estacionar o automóvel no centro da cidade 24 horas por dia, custa 13281 euros. Escrevemos por extenso pois tememos que podeis não ter percebido bem: treze mil, duzentos e oitenta e um euros por ano, é o que custa uma avença anual de estacionamento em Amesterdão. Já a avença congénere em Lisboa nos parques da EMMEL, não chega aos 80€ por mês, cerca de 960€ por ano, cerca de 14 vezes menos que em Amesterdão. E não, não há paridade-poder-de-compra que alguma vez justifique estes números.
fontes:
-https://www.q-park.nl/nl/parkeren-bij-q-park/per-stad/amsterdam/de-bijenkorf
-http://www.veraveritas.eu/2015/04/retorno-sobre-investimento-dos-parques.html
| No centro de Amesterdão, uma avença de estacionamento 24/h por dia, custa cerca de 13 mil euros por ano. |
| Em Lisboa, uma avença mensal no centro custa 80€, 960€ por ano. |
Agir mais e sensibilizar menos
Decorrido tanto tempo e constata-se que esta foi mais uma nula campanha de "sensibilização" da PSP. Em vez disto, porque não se limitaram simplesmente a autuar os infratores?
Vandalismo de carros mal estacionados
Repudiamos o vandalismo dos automóveis ilegalmente estacionados e temo-lo vincamente dito neste blogue, mas como o estacionamento ilegal e a usurpação do espaço pedonal se tornou a normalidade e não a exceção, com o conluio assustador da sociedade civil e das autoridades policiais, muitas vezes ações mais radicais são tomadas. Apesar de as condenarmos, compreendemo-las parcialmente. Foi o caso de um caso que está a dar que falar na Rússia quando uma carrinha ilegalmente estacionada foi incendiada por vândalos. Na mensagem que deixaram pode ler-se: "aprende a estacionar, pu**"!
Outro caso que ficou famoso em Munique na Alemanha, muito mais interessante pois aparentemente não se danificava o automóvel, é o de carwalking. Carwalking, traduzido como andar sobre carros é uma ação de protesto que consiste em caminhar por cima de automóveis, por norma ilegalmente estacionados em zonas estritamente pedonais. Esta ação de protesto é entendida por todos os códigos penais como dano da propriedade privada, sendo assim ilegal. Quem o faz, usa-o por norma como forma de protesto radical contra as elevadas taxas de motorização em zonas urbanas, onde uma das principais consequências é o estacionamento ilegal nos passeios, nas calçadas e em áreas exclusivamente destinadas aos pedestres. Um carwalker que ficou famoso foi Michael Hartmann que na década de oitenta, usou bastante esta ação de protesto na cidade alemã de Munique.
Lisboa Menina e Moça VI
Caros leitores, onde fica este local na cidade de Lisboa?
Denota-se pela imagem de satélite que Lisboa está desenhada claramente a pensar nas pessoas e na qualidade pedonal. Foi feito processamento de imagem à imagem de satélite, e à zona de alcatrão foi-lhe acentuada uma tonalidade avermelhada, para acentuar o contraste entre as zonas pedonal e motorizada.
Para os outros capítulos desta rubrica, clicar AQUI.
Denota-se pela imagem de satélite que Lisboa está desenhada claramente a pensar nas pessoas e na qualidade pedonal. Foi feito processamento de imagem à imagem de satélite, e à zona de alcatrão foi-lhe acentuada uma tonalidade avermelhada, para acentuar o contraste entre as zonas pedonal e motorizada.
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