Triste exemplo

Em Miraflores, perto da Escola Básica Integrada, é este o triste exemplo
que se transmite às crianças...

Retificação na Qualificação do Espaço Urbano ?!

Após aviso de um ciclista que tentava passar pelo cruzamento, o funcionário retificou o local de estacionamento. Será o plano de gestão integrado a funcionar?

Por razões pedagógicas foi informado das más práticas através de um autocolante.







Qualificação do Espaço Urbano?

Ilha da passagem pedonal e ciclável no Campo Grande e Alameda da Universidade em Lisboa.

Quem diria que esta empresa gaba-se de ter um plano de gestão integrado, afirmando que um dos pilares da sua gestão "é a preocupação com a redução dos efeitos nefastos ao ambiente associado às atividades por si desenvolvidas, respeitando os princípios do Desenvolvimento Sustentável assegurando a continuidade do negócio."




Aqui ninguém passa

À porta da Imprensa Nacional Casa da Moeda, uma coisinha pequenina como
esta em cima do passeio!... e logo ali, que se há coisa que não falta é
Polícia!

Apontamentos de Lagos





Estado habitual em toda a zona da Ameijeira - e não só, claro...
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Como já aqui se referiu, Lagos tem, ao seu dispor, uma infinidade de lugares de estacionamento gratuito, bem distribuídos pela cidade, de boa qualidade e devidamente assinalados. Ora, perante a mais espantosa passividade das autoridades, o que se passa é o "faça o que quiser".
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Aqui, a 1ª imagem mostra uma zona em que uma dezena de pilaretes garante alguma protecção aos peões que ali passam. Em compensação, pode também ver-se o que fazem certos condutores quando encontram uma fresta para meter a carripana!
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Mesmo ali ao lado (fotos de baixo), um café e outros tantos condutores encarregam-se de mostrar a quem pertence, de facto, o passeio. E repare-se no requinte das floreiras, ali colocadas para que os carros não invadam o resto do espaço pedonal que, pelos vistos, é "propriedade" do café.
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Mas, no fundo (e a avaliar pela total passividade dos moradores e peões prejudicados), é assim que a malta gosta - até porque, que se saiba, o problema do flagelo do estacionamento selvagem não foi minimamente abordado durante a recente campanha eleitoral.

Av. Filipe Folque: uns pagam, outros roubam

Av. Filipe Folque, Lx, zona amarela da EMEL: uns pagam o lugar de estacionamento, outros roubam o espaço das pessoas...

A educação do meu umbigo

Estas fotografias foram tiradas nas imediações da Escola Secundária de Albergaria-a-Velha, por volta da hora de almoço. Este é o panorama habitual de todos os dias, piorando em dias de chuva. Autocarros, automóveis em cima dos passeios, automóveis em cima de passadeiras, passadeiras inexistentes ou mal projectadas, paragem para autocarros sem abrigos...
 
Este é o exemplo que estes pais dão aos seus filhos e aos filhos dos outros. Este é o exemplo que esta gente sem uma ponta de civismo dá aos condutores de amanhã. Não admira que esta falta de civismo passe de geração em geração... Os automóveis ocupam os passeios e os alunos circulam na estrada. O mundo ao contrário... Porque é que meia dúzia de ignorantes tem mais direito ao espaço público, que a grande maioria que tem que andar a pé?
 
Onde pára a polícia? Para que serve a polícia? Para andar a gastar gasolina, nas rondas que fazem de automóvel? E terem brio profissional, não? E honrarem a farda que vestem, não? E aplicarem a lei? Afinal, para que servem?
 
E a direcção da escola, que diz sobre isto? É indiferente? E a associação de pais? Se calhar nem percebe este problema...

 

Lugares abençoados?






O Largo Frei Heitor Pinto (junto à Igreja de S. João de Brito, em Lisboa) é uma boa alternativa para quem quer estacionar gratuitamente. Repare-se no sinal de Parque EMEL que, no entanto, só se aplica à faixa de rodagem (e não à zona de calçada portuguesa, aqui devidamente acarinhada).
Ah! E há até uma ampla rampa para quem queira aceder ao local!

Lisboa e a sua "Porta de Entrada"


Rua dos Fanqueiros e Rua da Prata - 22-10-2013
Numa das zonas mais nobres e policiadas da cidade, a impunidade mais total e absoluta. Note-se a anedota do traço amarelo no passeio da 1ª.

Pobre Lisboa, quem tem misericórdia de ti?

Todas as fotos foram tiradas de seguida, e mostram a EMEL a actuar na zona da Alameda - perto da Rua Actor Vale e na Carlos Mardel (primeiras duas fotos). Até aí, não há nada a objectar.
Veja-se, porém, nas fotos seguintes, como não põe os pés na primeira dessas ruas - e não só junto às oficinas de automóveis. 
Como nos outros casos, deixar a carripana em 2ª fila ou em cima do passeio (ao pé desses estabelecimentos, como se fosse um freguês), é um expediente infalível para garantir um estacionamento gratuito e em total impunidade.
Como brinde aqui ficam as 2 fotos de baixo. A carrinha da direita ostenta as palavras - muito apropriadas! - misericórdia de Lisboa...

O disparate do costume

Em Miraflores, o passeio é alto, mas esta criatura comprou um jipe para não ter de se preocupar com essas miudezas...

O disparate do costume

Em Miraflores, o passeio é alto, mas esta criatura comprou um jipe para não ter de se preocupar com essas miudezas...

Impunidade Garantida

Muitas das situações denunciadas no Passeio Livre com a etiqueta "impunidade garantida" figuram num blogue com esse mesmo nome, dedicado aos locais de Lisboa onde carros, carrinhas, jipes, camionetas e motociclos são deixados em estacionamento selvagem, mas onde raramente (ou nunca) são bloqueados (e muito menos rebocados). 
Pode ver-se AQUI.

O preço do espaço público em Lisboa

Feitas as contas ao preço da ocupação do espaço público em Lisboa, percebe-se facilmente que existe uma desproporção deveras gritante e injusta.

Considerando que o direito à posse de um automóvel, não está constitucionalmente consagrado, não se percebem de todo estas assimetrias abismais, que mais não são que um subsídio público aos utilizadores de carro.


Preço da ocupação/utilização do espaço público
por m2 por dia efetivo (24 horas), em Lisboa
Tipo de ocupação Esplanada de quiosque Banca de feirante Automóvel de morador




Área pública ocupada 50 m2 10 m2 10 m2
Preço pago ao erário público 4800€/ano
(400€/mês)
192€/ano
(16€/mês)
12€/ano (para moradores)
Tempo de ocupação do espaço Todos os dias, das 9 às 24:00, exceto domingo Duas vez por semana, durante 8 horas cada 24€/dia durante
7 dias por semana
Tempo efetivo de ocupação em horas 4689 horas/ano
(15 horas/dia*6 dias/semana*52,1 semanas/ano)
833 horas/ano
(8 horas/dia*2 dias/semana*52,1 semanas/ano)
8760 horas/ano
(24 horas/dia*365 dias/ano)
Número de dias efetivos de ocupação (valor anterior dividido por 24 horas) 195 dias 34 dias 365 dias
Preço efetivo por dia (24 horas) 24,6 €/dia 5,60 €/dia 0,03 €/dia
Preço efetivo por dia (24 horas), por m2 0,49 €/dia-m2 0,56 €/dia-m2 0,003€/dia-m2
Rácio 160 180 1


Feitas as contas, um feirante paga 180 vezes mais, pela ocupação do espaço público, que um automobilista residente.

Um dono de um quiosque, que gera uma sinergia positiva no bairro, paga 160 vezes mais que um automobilista residente

Recordamos que em quase todas as capitais europeias, ao contrário de Lisboa, os moradores pagam pelo estacionamento.

É fartar!

  • Lisboa ostenta, na sua lapela, a bizarra comenda de patrocinadora do desporto "estacionamento selvagem impune";
  • Esse fenómeno atingiu as actuais proporções devido à conivência dos que têm estado à frente da autarquia;
  • Os lisboetas premiaram eleitoralmente esses mesmos responsáveis com uma vitória eleitoral indiscutível;
  • Conclusão: os praticantes da "modalidade" podem comemorar, com a certeza de que nada lhes acontecerá!