Parque das Nações, Lisboa

Não fosse o Parque das Nações ter todo o espaço pedonal protegido "a ferro e pedra", o caos do trânsito destas imagens, era transposto para o espaço pedonal, tal como acontece no resto da cidade.


















Rua 1º de Dezembro, de 1912 a 2012

Analisemos com espírito crítico as seguintes fotos, da rua 1º de Dezembro, entre o Rossio e os Restauradores em Lisboa, entre 1912 e em 2012.

Em 1912

  • Dois jovens, quase crianças, passeiam no meio da estrada;
  • uma ama, ou uma mãe, passeia ao colo tranquilamente um bebé, no meio da estrada, e passeia-o de costas para o sentido natural que o trânsito teria;
  • uma donzela ou aristocrata, passeia no meio da estrada;
  • ao fundo outro "peão" passeia tranquilamente pelo meio da estrada.



Em 2012

  • As pessoas foram obrigadas, através do posterior Código da Estrada, a circular nas vias estreitas laterais já existentes, mais tarde denominadas de passeios;
  • para garantir a "segurança" das pessoas, foram colocadas barreiras ao longo dos passeios, entre os passeios e a estrada;
  • o automóvel passou a dominar o espaço público e a segregação entre meio rodoviário e pedonal passou a estar na Lei e ser efetivamente aplicada.



Conclusão

Caso uma mãe em 2012, passeasse um bebé exatamente nas mesmas circunstâncias, local e trajeto, que o fez a senhora que passeia com o bebé em 1912, essa mãe seria imediatamente denominada de mãe irresponsável.

Passadeiras em frente ao Hospital D. Estefânia, Lisboa

Estes veículos pesados abastecem o supermercado FRESH (na imagem) e passam horas a transferir mercadoria de uns veículos para os outros.

O resultado é a ocupação das passadeiras do Hospital e uma completa falta de visibilidade numas passadeiras onde passam centenas de pais e crianças por dia.

Alertamos a autarquia de Lisboa que este tipo de abastecimentos deveria ser feito apenas em determinados horários, mais especificamente durante a noite.