Quais as ruas pedonais, com largura para carros?

Retratámos aqui recentemente como por essa Europa fora, os edis removem os carros dos centros urbanos. Coincidência ou não, recebemos há poucos dias estas fotos de um dos nossos leitores, exatamente do Martim Moniz, ou seja, de uma parte importante do centro histórico de Lisboa. 

As imagens falam por si! Obviamente que tal sucede com o conluio natural da autarquia de Lisboa, que deve considerar, a par com muitos automobilistas lusos, que trazer o automóvel para os centros urbanos, é um direito inalienável. As únicas artérias de Lisboa onde os carros não circulam -  e tal deve ser a regra dicotómica que a edilidade usa para definir se certa rua é transitável a automóveis ou não - é quando a largura da via, não permite fisicamente a entrada de veículos automóveis, como acontece em várias estreitas artérias em Alfama ou na Mouraria. Também não consta que a câmara de Lisboa tenha tentado converter escadarias em ruas transitáveis a automóveis, mas há automobilistas que arriscam o feito.

Deixamos todavia a pergunta aos nossos leitores para que respondam na caixa de comentários: qual das ruas em Lisboa, com largura suficiente para comportar automóveis, em que o trânsito motorizado está interdito? O Passeio Livre dá o pontapé de saída: a Rua Augusta. Aguardamos mais respostas.



 


Época de "caça"

A PSP de Vila Franca de Xira está de parabéns! Multou quem tinha de ser multado e esperemos que mantenha o ritmo! Mais ainda, atrevemo-nos a sugerir que convide os seus colegas dos outros municípios da Área Metropolitana de Lisboa para umas sessões de formação. Quem sabe, um dia, o Passeio Livre deixe de ter fotografias para publicar.

Infelizmente, neste país, a PSP fazer cumprir a lei continua, para muita gente, a ser uma "caça à multa", e até o edil daquele município acha que a "polícia deveria ter uma atitude mais benevolente". Com quem? É que já está na altura dos automobilistas serem benevolentes com os peões, e não lhes invadirem espaço que já é escasso.

Será que, com a recente crise nalguns bancos nacionais, vai ser criada a expressão "caça ao banqueiro"?

Eis o link para um excerto da Notícia: http://www.omirante.pt/?idEdicao=54&id=77823&idSeccao=479&Action=noticia

Eis o texto na íntegra:
Multas por mau estacionamento já começaram a chegar a autarcas de Vila Franca de Xira.

Polícia aproveitou reunião de câmara realizada na Escola Reynaldo dos Santos para multar todos os automóveis que estavam parados em cima do passeio. Vereadores, cidadãos e jornalistas foram autuados e nem o presidente da câmara escapou.

Oito meses depois já começaram a chegar às caixas do correio dos políticos, assistentes e jornalistas, incluindo do presidente da câmara, Alberto Mesquita (PS), as multas que a polícia passou durante uma reunião de câmara realizada na Escola Reynaldo dos Santos no Bom Retiro, em Vila Franca de Xira.
O caso gerou polémica em Fevereiro último durante uma sessão realizada na Escola Reynaldo dos Santos, numa zona onde é quase impossível arranjar lugares de estacionamento e onde praticamente todos os presentes se socorreram do passeio para deixar os automóveis. Na altura a PSP foi acusada de caça à multa, uma vez que 35 pessoas foram multadas em pouco mais de meia-hora. Nem o presidente da câmara, que conduzia a sessão pública, foi poupado.
A polícia multou vereadores da autarquia, técnicos do município, jornalistas e também pessoas que foram assistir à sessão e colocar questões aos eleitos. A 30 euros por cada multa a polícia contribuiu para as contas do Estado com 1050 euros.
Como O MIRANTE relatou na altura, o caso não apanhou de surpresa os moradores e comerciantes da zona, habituados ao que diziam ser “uma descarada” caça à multa. Uma das moradoras, Ana Sousa, já havia sido multada duas vezes só no mês de Fevereiro, sempre durante a hora de almoço, por ter parado o carro em cima do passeio junto da sua habitação.
Quem trabalha na escola diz deixar os carros no local “há décadas” por falta de alternativas mas que, de tempos a tempos, as multas aparecem. Na altura a PSP, contactada por O MIRANTE, não quis pronunciar-se sobre o assunto. Alberto Mesquita, presidente do município, considera que a polícia está a fazer o seu trabalho e a cumprir a sua missão. Mas nota que em determinadas situações a polícia deveria ter uma atitude mais benevolente, sobretudo numa cidade que não tem mais espaços para estacionamento.