Propaganda turística

Lisboa (em cima) e Lagos (em baixo) são duas cidades que apostam fortemente no turismo. Fazem elas muito bem, e até podem exportar imagens como estas com uma legenda do género: «Venha fazer na nossa terra o que nunca sonharia fazer na sua!».
Além disso, os CTT, em vias de privatização, podiam meter nos seus folhetos a foto de baixo, anunciando «Veja-se como os nossos profissionais são competentes!».

Para o Julius o negócio está à frente do Código da Estrada

Local: Entre-campos, Lisboa
Data: 23/10/2014, 13:44
Empresa: JULIUS, empresa de mudanças

O nosso leitor refere que apesar da carrinha pertencer a uma empresa de mudanças, não estava em qualquer atividade de carga ou descarga, mas simplesmente ficou ali estacionada durante toda a tarde, numa clara violação do disposto no art.º 49.º do Código da Estrada. Acrescentamos que mesmo que estivesse numa atividade de cargas e descargas, tal, não havendo sinalização em contrário, não isentaria o condutor do veículo de cumprir o disposto no Código da Estrada.

Estranhamos ainda, que tantos estivadores deste tipo de empresas, que fazem muitas vezes um esforço estóico e hercúleo para carregar móveis pesadíssimos ao longo de vários pisos sem elevador, por escadarias esguias e perigosas; mas esses mesmos trabalhadores não podem andar dois metros adicionais a pé em terreno plano sobre a calçada, tentando fazer sempre com que as traseiras do veículo fique encostada mesmo à porta do edifício.

Não a mais um parque subterrâneo numa praça de Lisboa

O PASSEIO LIVRE apoia o grupo de cidadãos que tomou a iniciativa de "dizer não" e protestar nas instâncias competentes contra mais um parque de estacionamento na cidade de Lisboa, mais precisamente no Príncipe Real.

Falamos de uma cidade que além dos milhares de lugares de estacionamento à superfície já é dotada com mais de 150 parques subterrâneos de acordo com o portal parkopedia e com as Páginas Amarelas.

Esta parcomania levada a cabo pela vereação de António Costa, além de ser extremamente onerosa para o erário público, apenas piorará os problemas de mobilidade das zonas em causa, pois as artérias que dão acesso aos ditos parques não têm mais capacidade de fluxo para transportar os carros para os locais respetivos, aumentado por conseguinte os congestionamentos do tráfego, o ruído e a poluição, deteriorando assim os níveis de segurança e a qualidade de vida dos residentes.

As pessoas que habitam nessas zonas têm de fazer escolhas; por exemplo usar mais os transportes públicos ou ter menos automóveis por família.

Notícia do PÚBLICO:

A Plataforma Contra o Parque Automóvel vai entregar nesta quinta-feira uma petição na Assembleia da República, com mais de 4000 assinaturas, contra a construção de um parque de estacionamento no Príncipe Real, em Lisboa.

Esta plataforma engloba representantes do Grupo de Amigos do Príncipe Real, Fórum Cidadania Lx, Liga dos Amigos do Jardim Botânico, Associação Lisboa Verde, Árvores de Portugal e Quercus Lisboa.

No documento, os signatários "manifestam o seu repúdio pela construção de todo e qualquer parque de estacionamento subterrâneo na Praça do Príncipe Real".

Paulo Ferrero, do Fórum Cidadania Lx, que também integra a plataforma, assinalou que a intenção de construir este parque "já vem desde há 16 anos", pelo que "há que acabar com esta novela".

O responsável adiantou que, "em termos de mobilidade, não faz sentido abrir um parque de estacionamento naquela zona".

"Se houver necessidade por parte dos moradores, há alguns locais onde podem fazer isso", como no edifício do antigo jornal A Capital, no Bairro Alto, ou nas traseiras da Imprensa Nacional, exemplificou.

Paulo Ferrero salientou que "o que a Câmara devia fazer era abrir a linha do eléctrico" para o Príncipe Real, como era o caso do 24, e que um dos troços saia do Cais do Sodré até Campolide, passando pelo Príncipe Real.

Com a construção do parque, está ainda em causa o ambiente que, de acordo com Paulo Ferrero, já tem vindo a ser afetado, com a intervenção no piso do jardim e com uma menor sombra que levou à morte de algumas árvores.

Em Junho, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, afirmou que as perfurações no Príncipe Real, iniciadas em Maio, foram apenas de avaliação e disse que é "negativo" construir ali um parque subterrâneo, embora tenha reconhecido que poderia ser "uma mais-valia" na zona, carente de estacionamento para residentes.

Segundo o autarca, o município apenas autorizou sondagens no local, para verificar se haveria interferência com o jardim, pelo que só se tomarão decisões quando o processo estiver terminado e apenas com a garantia de não existirem riscos.

A PSP a cumprir a Lei

Temos plena consciência, não alinhando com a demagogia popular sobre a matéria, que muitas destas situações se devem ao facto de os ditos agentes da PSP estarem no decorrer da sua atividade policial a auxiliar os cidadãos que os requisitam, estando assim na maioria dos casos em situações de acompanhamento de ocorrências. Todavia, se as cidades não tivessem tantos carros, se para os cidadãos ter carro não fosse algo tão essencial, os agentes da PSP por certo teriam muito mais espaço para estacionar de forma legal. Mesmo assim, esta imagem, não deixa de retratar uma situação que se enquadra numa clara ilegalidade ao abrigo do art.º 49.º do Código da Estrada, pela qual será enviada pelo PASSEIO LIVRE aos órgãos dirigentes da PSP.