Quando vos disserem...

...que estacionar em cima do passeio não faz mal, porque "até deixaram espaço para as pessoas passarem", mostrem-lhes esta imagem!




Para além dos inúmeros problemas já aqui relatados no Passeio Livre, não se esqueçam que os passeios não estão fisicamente preparados para receber a carga que um automóvel representa. Inevitavelmente acabam por se degradar, como se pode verificar na imagem (alguns já foram reparados no passado, mas com o estacionamento recorrente, a degradação volta a acontecer).

Deveria cumprir a Lei

 
Recebido por mail:
 
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Boa tarde

Hoje fui a Algés e deparei-me com esta cena que reproduz a viatura de um deficiente (tinha o dístico identificador no tablier da viatura) e, como podem constatar na imagem, estacionou em cima da passadeira.


Gostaria de saber (porque sinceramente desconheço) se neste caso, o deficiente pode estacionar em cima de uma passadeira (por ser deficiente) ou está isento de cumprir o Código da Estrada.
É que quando os deficientes refilam  - e com razão - que estão a ocupar os seus lugares assinalados com estacionamento reservado às suas viaturas, "esquecem-se" que existem pessoas com dificuldades de mobilidade que têm de contornar o obstáculo de uma lata com quatro rodas de um deficiente estacionada em cima de uma passadeira...
A continuação do excelente trabalho.
 
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O Passeio Livre acrescenta que obviamente, salvo casos excecionais para o efeito, que os veículos com dístico de pessoa com mobilidade reduzida têm de cumprir o Código da Estrada. O problema é sistémico e estrutural, e resulta simplesmente do excesso de automóveis nas cidades.
 
Residentes que estacionam no passeio porque não têm lugares livres no bairro, carros em segunda fila, trânsito caótico, atropelamentos, pessoas que estacionam em lugares de deficiente e nas passadeiras, e deficientes que estacionam na passadeira ou no passeio porque os seus lugares reservados estão ocupados. O problema é sistémico e resulta do excesso de viaturas automóveis nas cidades.

Peão maltratado na av. Duque de Loulé, Lisboa

 
É esta a cidade cujo (atual) presidente da câmara por certo liderará os desígnios do país. Obviamente que a obra que se apresenta nas imagens precisava de espaço para ser realizada em segurança para todos, mas preferiu-se simplesmente eliminar o passeio e colocar os peões a circular na estrada à mercê da muito comum velocidade excessiva das vias de Lisboa, a simplesmente reduzir a largura de uma via (de entre duas) ao tráfego rodoviário. Na política como na vida, as decisões são feitas de prioridades e já há muitos anos que sabemos quais as verdadeiras prioridades da autarquia de Lisboa, quando há conflitos de interesse entre as máquinas motorizadas e as pessoas.
 
A situação foi reportada à CML, através do portal "A minha Rua".

Boas notícias para as cidades

Notícia recente do jornal Público, que em princípio, tornará mais eficaz a implementação na aplicação das coimas relacionadas com estacionamento selvagem. Esperemos sinceramente que a medida traga menos carros sobre o passeio.

As câmaras passaram a poder processar e aplicar multas por estacionamento indevido na sequência de uma portaria assinada nesta sexta-feira pelo ministro da Administração Interna que visa ultrapassar "constrangimentos" que tinham sido levantados pela Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Em comunicado, o Ministério da Administração Interna (MAI) esclarece que a nova regulamentação tem como objectivo promover uma maior rotatividade do estacionamento nos centros urbanos e garantir melhores condições ambientais e de mobilidade.

O processamento de contra-ordenações por estacionamento proibido e a aplicação das respectivas coimas podem ser feitos pelas autarquias através do Sistema de Contra-ordenações de Trânsito (SCoT), gerido pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária para uma gestão eficiente do processo, explica o ministério tutelado por Miguel Macedo.