Estará o agente João Grenha da PSP ou o nosso leitor a dizer a verdade?

Considere-se o princípio jurídico luso, in dubio pro reo.

Aqui relatámos uma situação recorrente em Lisboa, onde o estacionamento ilegal passa impune às nossas autoridades competentes.  Na situação relatada, um nosso leitor indica-nos factos em como eventualmente um agente da PSP de seu nome João Grenha, foi completamente incurioso, perdulário e infiel na sua missão de defender os cidadãos, ao não autuar um veículo que estava ilegalmente estacionado, mesmo após interpelação por parte do nosso leitor.

Não temos meios de prova para atestar quem está a referir a verdade, por isso aceitamos como razoável a resposta da PSP, mesmo considerando que achamos muito pouco plausível que o nosso leitor nos tenha mentido nos factos apresentados. É do conhecimento geral comum que as autoridades competentes (PSP, PM, EMEL) são completamente ineficazes na luta contra esta praga urbana. O Passeio Livre à data, fez uma queixa oficial à PSP, a qual obteve hoje resposta por parte do Comandante da Divisão de Trânsito, comandante João Carlos Amaral. Transcrevemos ipsis verbis:


Sobre o assunto colocado no email infra informo V. Ex.ª o seguinte:

1. O agente policial visado, Agente Principal João Grenha, colocado na DT, instado a pronunciar-se sobre o exposto, informou o seguinte:

a) No dia 18/09/2013 esteve de serviço de remunerado na zona do Chiado, em Lisboa, das 12h00 às 17h00 e durante esse período ninguém se lhe dirigiu;

b) Após ter terminado o serviço, deslocou-se para a sua residência, sita na área do concelho do Barreiro, utilizando os transportes públicos;

2. O referido na alínea a) do ponto anterior corresponde à verdade.

3. O referido na alínea b) não podemos confirmar, dado que o serviço remunerado terminou às 17H00 e a ocorrência teve lugar às 17H30, hora em que o agente policial estava fora de serviço, logo já não estava sob a supervisão funcional hierárquica.

4. Assim, a versão apresentada por V.ª Ex.ª e a versão apresentada pelo Agente Principal João Grenha, são contraditórias, não existindo quaisquer outros meios de prova que permitam criar, de forma inequívoca, a convicção de que o mesmo tenha tido o comportamento que V.ª Ex.ª lhe atribuiu.

5. Face ao exposto decidi arquivar a presente reclamação sem qualquer outro procedimento.


Na prática, a resposta apenas refere que o agente não estava ao serviço. Na realidade achamos muito estranho o facto de o dito agente, referir ter feito turno no Chiado até às 17:00, e segundo as suas palavras, ter-se deslocado de imediato para casa no Barreiro por transportes públicos, ou seja apanhando o barco no Terreiro do Paço. Todavia o nosso leitor garante que viu o dito agente às 17:30 na av. de Roma, tendo pelo menos citado corretamente o nome, nome esse que a própria PSP confirma que existe. Quem estará a dizer a verdade? Pelo menos recomendamos ao nosso leitor que jogue no Euromilhões. Se tiver tanta sorte ao jogo, como em acertar nos nomes dos agentes da PSP da divisão de trânsito, talvez fique rico o suficiente para fazer umas doações ao Passeio Livre para que compremos mais autocolantes.