«O senhor não pode andar por aí a fotografar o que quer e lhe apetece!»


Esta foto, tirada hoje mesmo por um nosso leitor, provocou a ira de um fiscal da EMEL.
Alguém sabe porquê?
 (A resposta será aqui dada, em breve).
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Resposta:

A resposta certa já foi aventada por mais do que um leitor:
O motociclo (que aqui se vê estacionado numa paragem da Carris bem conhecida pela impunidade do estacionamento selvagem) era conduzido por um dos 3 fiscais da EMEL que se vêem na imagem de baixo. Ele não gostou, e interpelou o nosso leitor nos seguintes termos: «O senhor não pode fotografar essa moto» (sic).
Não obtendo qualquer resposta, intimou-o então a apagar a foto, ameaçando chamar a polícia para que isso fosse feito. Continuando a não obter "troco", pegou no telemóvel como se estivesse a passar a ameaça à prática.
Numa terceira fase, e porventura apercebendo-se da figura que estava a fazer (falando sozinho), desabafou com esta frase lapidar:
«O senhor não pode andar por aí a fotografar o que quer e lhe apetece!» (sic).
Nunca tendo recebido uma única palavra de resposta, meteu-se na maquineta e desapareceu - o mesmo fazendo os outros dois fiscais, mas a pé.
NOTA: Foram tiradas mais fotos que documentam tão instrutiva cena mas, para já, aqui ficam apenas estas duas.

Até as viaturas do Estado estacionam ilegalmente!

Cidadania execrável na ilegalidade da Escola de Condução "Segurança Máxima"

Até quando as autoridades permitirão que estes idiotas ocupem assim os passeios?
Isto é uma ESCOLA DE CONDUÇÃO onde se ensina O CÓDIGO DA ESTRADA.

alínea f) do n.º 1 do art.º 49 do Código da Estrada

alínea f) do n.º 1 do art.º 49 do Código da Estrada


As penas por ilegalidades do foro criminal não são mais severas para os membros da magistratura? Os pecados não são considerados mais graves, quando vêm dos membros do Clero? Então por que raio, é uma Escola de Condução, onde se lecciona o Código da Estrada, a primeira a violá-lo?

Lagos - Caos e impunidade - V


Em todo este Bairro da Ameijeira (a dois passos do centro) o estacionamento é gratuito - e não escasseia, mesmo em meados de Agosto, quando as fotos foram tiradas.
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Nesta cidade (com pretensões a destino turístico de qualidade), o problema do estacionamento selvagem não é só de "caos" e "impunidade", mas também de "absurdo", levado a limites inultrapassáveis.
Quem conhece a terra, sabe que a autarquia até tem disponibilizado centenas (ou mesmo milhares!) de lugares gratuitos - não só como os que aqui se vêem, mas também muitos outros, alcatroados, sinalizados e marcados.

Lagos - Caos e impunidade - IV

16 de Agosto de 2012 - 16h50m
Nesta terra, a certeza da impunidade é tanta, que este condutor não se limita a usar o passeio quando tem lugares vagos e gratuitos ali ao pé - até mete o para-sol...

Lagos - Caos e impunidade - III

16 de Agosto de 2012 - 17h45m
Veja-se como "eles" aprendem depressa... e agradecem:
Destes 4 carros estacionados em cima do passeio, 3 são de turistas - que vêm fazer, neste país de grunhos, o que nem lhes passaria pela cabeça fazer na terra de onde vêm.
Será isso uma "mais-valia" do nosso turismo? Talvez. Mas, se assim for, então "mais valia" despedir aqueles que nós sabemos.

Lagos - Caos e impunidade - II

Lagos - Caos e impunidade - I


 20 de Agosto de 2012 - 18h38m
O mais espantoso, em Lagos, é a naturalidade com que a maioria das pessoas (peões, condutores, autarcas, turistas, comerciantes, moradores e polícias) encara o espantoso caos que caracteriza o estacionamento nesta bonita cidade.