bicicletas que circulam pelos passeios


Caros promotores do Passeio Livre,
 
Já recebi os vossos autocolantes, e dois deles foram colados,
e hão-de ser mais! Estive aqui a espreitar o vosso blogue, e
lembrei-me de algo que encaixa que nem uma luva na ambição
de um passeio livre: retirar as bicicletas que circulam pelos
passeios, uma nova moda, completamente ilegal, perigosa, e
sumamente incomodativa. Há uns meses assisti a uma cena
memorável, de uma mãe com dois filhos pequeninos num
passeio largo, aflita a gritar a um dos miúdos para ter cuidado
com a bicicleta. Sei bem que este novo problema não se
resolve com autocolantes, mas simplesmente persuadir as
autoridades policiais a actuar já seria um começo.
 
Saudações e bem hajam,
 
PF

O estacionamento selvagem na R. das Janelas Verdes

alínea f) do n.º 1 do artigo 49.º do Código da Estrada
alínea f) do n.º 1 do artigo 49.º do Código da Estrada
alínea f) do n.º 1 do artigo 49.º do Código da Estrada
alínea f) do n.º 1 do artigo 49.º do Código da Estrada

Mais um magno contributo, desta feita da Rua das Janelas Verdes em Lisboa

O nosso contribuinte chama a nossa atenção "para estes abusos já quase crónicos nos passeios na Rua das Janelas Verdes. Julgo que teremos todos de concordar que a solução tem de pasar pela colocação de pilaretes nestes passeios e passadeiras. Peço o favor de encaminharem este pedido/alerta para o departamento responsável pelo estudo e instalação de pilaretes"

Até quando Dr. António Costa vai continuar esta selvajaria, até quando?

Cumprindo os mínimos...

Estas fotos, tiradas na Rotunda de Entrecampos no passado dia 26 de Abril, entre as 11h31m e as 11h50m, falam por si:
Um agente motorizado da Polícia Municipal de Lisboa chega ao local do caos habitual, e mete na ordem um carro estacionado em 2ª fila. Até aí, nada há a dizer - apenas louvar a sua actuação (apesar de ser para coisas dessas que lhe pagamos o ordenado).
Depois desmontou, trocou o capacete por um boné, e nada mais fez - nem contra os outros carros ilegalmente estacionados nem - evidentemente - contra a pedinte profissional que ali "trabalha".
Por fim (e é aqui que, verdadeiramente, entra o tema do Passeio Livre), voltou a montar a moto, passou mesmo ao lado do carro estacionado em cima do passeio - que ignorou -  e foi à sua vida...

Há com cada uma!!!

"Sra. agente, eu vou só à farmácia medir a tensão!"

Um dos nossos contribuintes, comunicou-nos uma situação que presenciou que é deveras caricata.
Só mesmo num país como Portugal, é que situações similares podem acontecer. O nosso contribuinte relata-nos uma conversa que teve com uma agente da PSP, através de uma missiva que enviou aos serviços da polícia, missiva essa que transmitimos na íntegra:

Exmos Senhores,

Esta manhã passou-se comigo uma situação bastante caricata, que tento ilustrar abaixo através da transcrição do diálogo que observei e que se passou comigo:

Uma srª perfeitamente capaz estacionou simultaneamente em cima duma passadeira e em cima do passeio, no final da Rua Aquiles Monteverde (cruzamento com a R. Rebelo da Silva), em Lisboa, e dirigiu-se a uma agente da Brigada de Trânsito, jovem, que se encontrava a uns 5m do local da prevaricação:

Dona do carro - Srª agente, há problema em deixar o carro ali? Eu vou só à farmácia medir a tensão.
Agente (A) - Comigo não há problema, tem que ter cuidado é com a EMEL!
...

A dona do carro vai-se embora e eu aproximo-me da agente e pergunto:
Eu (E) - Aquela senhora pode estar ali estacionada?
A - Não, claro que não!
E - E não a pode multar?
A (rindo-se) - Posso, claro que posso!
E - E porque não o faz?
A (espantadíssima) - Ora essa! A srª teve até a amabilidade de vir falar comigo e explicar a situação, porque é que eu havia de a prejudicar? Acha isso bem?
E - E porque é que a srª pode prejudicar quem quer usar a passadeira ou o passeio? Acha isso bem? São duas infracções numa só!
A (ainda mais espantada) - Então toda a gente quer que a polícia não multe e você quer que multe? Garanto-lhe que se fosse o sr. a ser autuado não pensaria assim.
E - Garanto-lhe que já fui autuado e por saber que quem me autuou tinha razão foi exatamente assim que pensei. O dever da polícia não é multar e manter a ordem? Esta srª está a prejudicar pessoas e a cometer duas infrações numa só! No passeio e na passadeira!
A (afastando-se, como quem vai verificar a infracção) - Não, a senhora não está em cima do passeio, só um bocadinho...
E - Está a ocupar metade do passeio!
A (afastando-.se ainda mais) - Bom dia!
E foi-se embora, incomodada.

A minha questão perante esta situação tão caricata é: afinal qual é o dever e qual a posição da polícia perante o constante atropelo dos direitos dos peões? Não devia esta entidade servir para manter a ordem e fazer cumprir as leis, neste caso também as de circulação e de estacionamento? Como é que se explica esta postura de constante conivência com os prevaricadores?
Na R. Aquiles Monteverde o passeio esquerdo está constantemente ocupado por carros na sua totalidade, na Rua de Arroios há oficinas, stands de automóveis e outros estabelecimentos que usam o passeio como extensão das suas instalações, na R. Pascoal de Melo o passeio está sempre ocupado por estacionamento ilegal, particularmente sobre a ponte, junto à loja da Padaria Portuguesa e junto da Portugália, etc. Isto para mencionar apenas situações que se passam perto da Esquadra da PSP do Largo de Arroios, onde frequentemente se vêem agentes à porta. Porque é que eles não fazem nada?

Agradeço que esclareçam esta situação para que eu possa (e possamos todos) saber, afinal, quando é lícito ou ilícito cometer ilícitos...

Com os melhores cumprimentos