E não se pode mandá-los para o olho-da-rua?




Estas fotos, tiradas em Lisboa numa tarde de sexta-feira e todas de seguida (pois a zona é a mesma - e, infelizmente, bem conhecida deste blogue), suscitam - além da inevitável revolta dos "do costume" -  a já habitual questão:
Para que é que pagamos os ordenados a fiscais, polícias e respectivas hierarquias se não fazem o mínimo exigido? Com tanta gente a precisar de trabalho, não será possível (e desejável) pôr essa rapaziada toda no olho da rua para que dêem lugar a pessoas com um mínimo de brio profissional?

Prejudicar a vida ao próximo, não é por certo uma atitude cristã

Igreja do Menino Deus
Escadaria ocupada
Escadaria ocupada

Mais uma esclarecedora contribuição, neste caso, em que somos alertados para o drama da malta que faz do espaço público, parque privado ad eterno dos seus veículos, prejudicando a vida aos caminhantes, neste caso aos crentes que querem ir à igreja.

O nosso contribuinte refere-nos que "há quase uma semana que esta carrinha branca se encontra estacionada em cima da escadaria da Igreja do Menino Deus (Monumento Nacional), bloqueando a entrada de pessoas, desqualificando o monumento e o largo histórico.

O Exmo. Sr. Presidente da CML, Dr. António Costa, tem anunciado por diversas vezes "medidas dissuasoras da utilização do transporte individual", com destaque para a restrição à oferta de estacionamento."

O nosso contribuinte interroga-se ainda se "este Largo do Menino Deus não deveria ser mais pedonal, suprimindo ao máximo lugares de estacionamento a favor da circulação pedonal"

De referir ainda que estacionar nos passios e prejudicar a vida ao peão, ou seja, ao próximo, não é de todo uma atitude cristã, por isso há que repudiar aqueles que vão à missa remir os seus pecados, deixando os carros a ocupar completamente o espaço público. 
Fica o apelo aos párocos para a sensibilização da paróquia para este drama.

Os reis do Mundo







O baixo valor das coimas, associado à sua baixíssima probabilidade de aplicação, faz com que a sua capacidade de dissuasão seja nula - especialmente para com os condutores de maior poder económico. Além de uma ostentação pacóvia de novo-rico das avenidas-novas, vale a pena reparar como os fiscais e polícias que por eles passam pensam duas vezes antes de os multar.
NOTA: De entre inúmeros casos de carros topo-de-gama nas condições referidas, escolheram-se Mercedes, mas apenas por uma questão de uniformidade. BMW, Audis e jipes também não ficam atrás...

As praças de Portugal - Largo do Picadeiro no Chiado

Como passa um carrinho de bebés por exemplo?
Pilarete propositadamente removido pelos arrumadores
Banco partido pelos automóveis

Mais uma magna contribuição de um dos vários lesados pelo estacionamento selvagem e abusvio nas nossas cidades, uma prática comum e aceite por parte das autoridades. Neste caso o nosso contribuinte, refere-nos o caso das praças e dos largos das cidades. Refere-nos que "é difícil ser LARGO em Portugal"

As "imagens mostram alguns dos abusos que se registam há vários anos no Largo do Picadeiro no Chiado. De ano para ano tem aumentado a degradação da mobilidade pedonal neste largo. Às sextas-feiras e sábados à noite o largo passeio junto do Teatro Municipal S. Luiz é usado para estacionamento. Os pilaretes são frequentemente destruídos (propositadamente pelos "arrumadores"?). Mas também durante o dia assistimos ao uso deste espaço pedonal como parqueamento. E parte do estreito passeio junto ao Teatro S. Carlos é usado para estacionar, como se vê numa das fotos. Um dos bancos de jardim foi parcialmente destruído (já é o segundo exemplar) devido à circulação e estacionamento de automóveis na área pedonal. Para além de maior fiscalização, é essencial instalar um sistema eficaz de pilaretes rebativeis." 

Mais um aborto urbanístico das nossas cidades, onde o carro é rei e senhor do espaço público!


A correta aplicação do Código da Estrada em Lisboa!

A malta do "Somos a autoridade!"
Matrículas GNR G-0160 e 08-11-XI

A malta do "Moro já aqui"
Matrícula 38-25-TG

A malta do "Estamos a trabalhar"

A malta do "é só 2 minutos"
Matrícula 68-47-OR