«Dá o que não é teu»


Lisboa - Campo Pequeno
Cena de todos os dias...
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Há algum tempo, mostrou-se [AQUI] uma cena quase igual a esta: a carrinha VW, que tem direito a um lugar reservado a deficientes, galga o passeio e oferece metade do seu espaço a outros carros - uma generosidade que nada lhe pesa, pois é feita à custa dos peões («Dá o que não é teu» - já aconselhava Álvaro Pais ao Mestre de Avis).
Na cena do post anterior, isso era feito em proveito de um Mercedes. Mas, como se pode ver aqui, os beneficiados vão mudando...
Além disso, há uma novidade: como se pode ver no canto inferior esquerdo, alguém fez uma rampazinha em cimento para ajudar a tão altruísta manobra!
Dir-se-á que não é grave. Talvez não seja, mas é paradigmático.

A Nossa Terrinha

Numa viagem por Portugal encontrei muitas situações do carro feito senhor, aqui três exemplos.

Viseu foi considerada pela Deco a cidade portuguesa com melhor qualidade de vida em 2007. Qualidade de vida deve ser poder estacionar o mercedes no meio duma praça do centro histórico, perto da Sé.

Em Lamego também se encontra o pessoal do "estou a trabalhar", numa rua pedonal (Rua da Olaria))

E o caso assustador de Ponte de Lima, em que a zona da costa, onde devia existir um agradável "passeio marítimo", a juntar ao centro histórico, está feito num GIGANTE parque de estacionamento em terra batida.








Contribuição enviada por e-mail.

O título é da nossa responsabilidade, em jeito de singela homenagem ao blog com esse nome que presta um grande serviço informativo.

PL

A malta do «Estaciono no passeio porque não há parques»

A foto de cima documenta o estacionamento selvagem junto do parque de estacionamento existente na Praça do Chile, em Lisboa. A de baixo mostra o estado habitual do mesmo parque: completamente às moscas
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- Porque é que o senhor estaciona em cima do passeio, incomodando tanta gente?
- Ora, porque não há parques.
- Mas o parque aqui ao lado está completamente vazio!
- Pois está, mas é preciso pagar.
- E o senhor, se for multado, não vai ter de pagar muito mais?
- Diz bem, "se". Mas garanto-lhe que isso nunca sucede aqui.