O Hospital-stand Dona Estefânia

Uma leitora foi ao Hospital da Estefânia de bicicleta e mal queria acreditar no que via. Teve alguma dificuldade em circular de bicicleta e a pé dentro do enorme recinto, completamente invadido por carros.





Os deficientes e os "deficientes" de Lisboa

Em termos estritamente de «Passeio Livre», só a foto de cima teria interesse divulgar aqui. Mas o facto de o indivíduo estar a ocupar - ainda por cima! - um lugar destinado a deficientes leva a que, por associação de ideias, se afixe, também, a de baixo, pois oferece uma curiosidade adicional: o sentimento de impunidade desta gente é de tal ordem, que o indivíduo até colocou o pára-sol!
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NOTA: para quem, ingenuamente, possa pensar que as cenas se passaram num feriado ou num fim-de-semana (quando a fiscalização da EMEL é inexistente e os agentes da PM e da PSP mal se vêem), esclarece-se que a de cima foi tirada às 13h30m do passado dia 24 (6ª-feira) e a de baixo às 15h20m do dia 28 (3ª-feira).

À PORTA DA ESQUADRA

«Companheiros:

Aqui vos deixo mais um relato sobre o quotidiano de um peão. Caso queiram, usem à vossa vontade.
Eu até nem costumo caminhar por aqui. Mas o tempo estava bom, eu não tinha pressa e queria ir fazer umas fotografias ali à junta de freguesia.
E, quando dei por mim, não consegui passar: mesmo à porta da esquadra de polícia estava a moto que aqui se vê, barrando o caminho aos peões.
Achei que era demais. De uma forma ou de outra, e mesmo não gostando, vamos estando habituados aos passeios selvaticamente, e à margem da lei, ocupados por viaturas. Mas mesmo à porta da esquadra de polícia ultrapassava todos os limites do tolerável!
Entrei na esquadra e, quando o agente de serviço me questionou sobre o que ali me levava, expliquei-lhe que queria passar e não podia.
“Onde?”, perguntou ele.
“Ali mesmo à vossa porta. Aquela moto não me deixa espaço para caminhar no passeio.”
Saiu ele do edifício e, com um à-vontade que então estranhei, dirigiu-se-lhe, endireitou o guiador e, fazendo equilíbrio do lado de cá, que é um declive, e encolhendo a barriga do outro, por via do murete baixo, deu umas três ou quatro voltas em torno da moto.
De regresso a junto a mim, disse-me:
“Vê? Eu passei à-vontade, e peso 106 quilos!”
E regressou ao interior da esquadra.
Confesso que fiquei sem resposta.
Da ineficácia, do fechar de olhos, da tolerância policial, todos temos consciência e já o constatámos pessoalmente.
Agora que ironizem e que brinquem connosco quando nos queixamos de uma ilegalidade, é bem mais do que o cidadão comum pode esperar.
Ainda estive para o seguir ao seu posto de trabalho, pedir-lhe a identificação e chamar pelo graduado de serviço, a quem apresentaria uma queixa formal da moto estacionada e outra do comportamento do seu subordinado. Mas dentro de uma esquadra, queixarmo-nos de um agente que ali está de serviço não é, certamente, das coisas mais salutares que podemos fazer. Fiquei-me pelo registo fotográfico.
Mal tinha tido tempo de fazer esta única que aqui se vê quando sai da esquadra um homem que, junto à moto, sorriu para mim, pôs o capacete, subiu para ela e abalou.
Conclui que tinha, de facto, feito o melhor. Enfrentar o corporativismo policial no seu terreno não é, certamente, a melhor coisa a fazer em prol da saúde, mais a mais quando acontece no nosso bairro de residência.
Fica o relato, a identificação do veículo, que a tenho, e o fazer chegar este episódio ao comando da PSP.
Esqueceram-se, estes agentes, que o direito à indignação e ao protesto é inalienável. Tal como se esqueceram que são funcionários públicos e que quando um cidadão a eles se dirige é suposto responderem com a urbanidade que a sua farda e função exigem
Divirtam-se e aproveitem bem a luz»
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