Como lidar com familiares e amigos?

Caros amigos,

Ontem fui com um familiar meu almoçar. Ele deu-me boleia e é um daqueles senhores que só sabe viajar de automóvel, seja para qualquer sítio, não obstante de depois gastar balúrdios em ginásios.

Disse-lhe que estávamos a chegar ao restaurante e que procurasse o melhor lugar para estacionar. Supus que por “melhor” se entende “em segurança e legalidade”. Ora, ele não está para meios-termos: assim que ouve a minha ordem, mete o carro em cima do passeio, por sinal já todo esburacado, cuja largura permite a passagem de duas pessoas em ambos os sentidos à vontade e o cruzamento de duas cadeiras de rodas.

Tal como os outros, ele mete o automóvel mesmo a tapar um pouco mais da metade do passeio, o que faz com que só passe uma pessoa a pé (e com as mãos livres).

Pergunta-me “haverá problema?”, ao que respondo “até há, para as pessoas que querem passar pelo passeio”. Minimizando a problemática dos desgraçados dos peões eis que ele responde “Deves pensar que as pessoas são gordas”. Eu afirmo-lhe “As pessoas não são gordas, mas querem passar com os carros dos bebés ou vêm em esforço carregando sacos de compras e são obrigadas a passar para o meio da rua”.
E o que respondeu ele? “Vamos mas é almoçar”.

Enfim, confesso que nem o almoço me soube bem. Têm algumas dicas sobre como lidar com familiares de modo a incutir-lhes algum juízo?

Melhores cumprimentos,
Um leitor

Amor com Humor se paga

Já por várias vezes aqui se documentou a situação surrealista existente na Rua do Museu Militar, em Lisboa:
Um dos passeios foi protegido com pilaretes, enquanto o outro é usado como fonte de receita de quem se lembra de, uma vez por outra, ir lá multar. E não passa por essas cabecinhas a ideia de usar - ao menos! - o dinheiro das coimas para colocar uma dúzia de pilaretes onde fazem falta e já deviam estar há muito tempo.

A foto de baixo (que, nesse aspecto, não adianta nada de novo) está aqui, apenas, devido ao texto que se pode ler nos cartazes amarelos - onde, ao que parece, se fala de amor pela cidade. Se a ideia era essa, então fizeram muito bem em escrever a palavra-chave de pernas para o ar...
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San Francisco Walks

Supervisor Elsbernd--

I have an embarrassing admission. When I was much younger, but still old enough to know better, I never cleaned up after my large dog when he took a big dump on the sidewalk. If someone complained, I'd say, "Go around."

Now this was over 20 years ago (two dogs ago), and, unfortunately, I can't remember the process by which I grew up and started acting like an adult. I wish I could tell you exactly how I began to realize that, no, the other person shouldn't have to go around, because I think you're confused yourself about what sidewalks are for. I hear that you think it's okay for drivers to park in pedestrian space, and that walkers should "go around."

You may say that leaving a dog dump is different from parking on a sidewalk, and you're right. Even a Newfoundland couldn't leave a dump the size of a car! So a pile of dogdoo is actually much less of a problem than a car. You could say, but it stinks. Do cars smell sweet? You could say, it's a health hazard. The comeback to this one -- oil drippings, etc -- is so obvious, I think you'd be insulted if I went into detail.

I hope by sharing my own past misdeeds, which I find horrifying in retrospect, I can remind you that it's not impossible to change and encourage you to rethink your opinions about sidewalks. They are not dog toilets, and they are not parking lots. They are pedestrians' living rooms, a place to meet your neighbors, a protected space! Next time you see a car on the sidewalk, see it for what it is: a two-ton pile of dog #*!##.

Thank you,
Fran Taylor
2982 26th St
SF 94110
ftaylor@cmp.com

Tradução


RECLAMAÇÃO DE UM MUNÍCIPE

«Bom dia,
Chamo a atenção para o seguinte.
É inadmissível como num raio de 100 metros possam existir tantas contrariedades à deslocação de peões sempre em benefício do trânsito automóvel. Ora vejamos, logo à saída da A5 no enfiamento da Rua Maria Matos com a estrada nacional 249-4, temos este informativo sinal. Na foto parece estar tudo bem, mas para além de entrar em metade do passeio, o grande problema é que está a menos de 1.60m do solo! Ou seja qualquer pessoa de altura mediana que vá distraída ou um invisual irão chocar de cabeça contra o sinal.
Dois metros à frente, um muro avança através do passeio, deixando 20 cm de largura para se poder lá passar. Isto para já não falar de outro sinal de trânsito no meio do passeio, colocado à frente do muro.
Do outro lado, na Rua das Flores, a situação é pior. Esta rua tem apenas UM passeio com 50cm de largura, porque toda a largura dela foi utilizada para um carro poder passar e outro estacionar na berma. Para além do facto do passeio desta rua e das ruas mais próximas estarem apinhados diariamente e impunemente, de automóveis, foram colocados colectores precisamente no passeio em vez da berma. O resultado é este:
Não, o passeio não está em obras. Tem mesmo este tamanho
Uns metros mais à frente, temos esta "excelente" via para peões (infelizmente não se vê, mas a placa indica isso numa escrita rudimentar à mão), mesmo ao lado de uma via movimentada. Por milagre não existe nenhum carro parado, pois este "excelente" passeio, está sempre apinhado deles e normalmente com veículos da Polícia, precisamente em frente, controlando o trânsito, mas fechando os olhos ao mau estacionamento.
Para terminar, do outro lado da auto-estrada, o largo da igreja de S. Domingos de Rana, serve de estacionamento privado diariamente. Em frente, situa-se a esquadra da PSP. Por trás deste largo, a Rua Vasco da Gama (com conhecimento da Polícia Municipal e da PSP, mas sem nenhuma actuação ao fim de 1 ano de reclamações - ver data na foto) é intransitável para os peões.
Rua Vasco da Gama. A situação hoje é idêntica passado um ano de reclamações.
Aguardo resposta e actuação. Cumprimentos.»

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