''Autoestrada'' para automóveis, 80 cm para os peões

«Como é possível verificar através de posts anteriores, não são só os automobilistas que põe em causa os direitos dos peões.
Os ataques vêm também de onde (menos) se espera. São muitas vezes prepertados pelas pessoas que projectam as nossas cidades.
Estas imagens reportam um final de tarde na Avenida de Berna (Ou será Autoestrada de Berna?). São asseguradas três vias de circulação em cada um dos sentidos, mais duas filas para estacionamento. Um claro convite para que se traga o automóvel para o centro da cidade. Mas neste troço onde se encontram as duas paragens de autocarro, para que os peões transitem, restam apenas 80 cm de distância entre as paragens e o muro da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
A FCSH/UNL, que poderia exercer alguma pressão junto das autoridades competentes para que a situação seja corrigida, até à data nada fez. Toda a direcção, o corpo docente, e alguns dos alunos de 2º e 3º ciclos têm direito a lugares de estacionamento gratuitos, não obstante a quantidade e qualidade dos transportes públicos que dão acesso a esta zona. São assim impedidos de pensar e agir sob a perspectiva de peão. Mais uma instituição pública que almeja conter em si uma grande quantidade de conhecimento, mas que continua a celebrar o carro no centro da cidade.
A solução obviamente não poderá passar por retirar as paragens, prejudicando aqueles que tomam a opção certa de utilizar o transporte colectivo, passa sim, por retirar espaço aos automóveis.»



Contribuição de um leitor,

Exemplos


Viagem de Metro: O vice-primeiro ministro do Reino Unido Nick Clegg recusa o uso do seu carro oficial e apanha o metro de Londres para a estação de Kings Cross, enquanto isso a sua mulher Miriam Gonzales espera na estação de comboio lado a lado de outros trabalhadores pendulares.

in Mail Online, 24/05/10


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Adenda: Artigo no Diário de Notícias de hoje sobre o mesmo executivo: Governo de coligação quer altos funcionários públicos a andar de transportes como os outros cidadãos.

Obrigado Rui.