Rua Padre Anchieta, Agualva, Sintra

«Caríssimos,
Já tinha enviado uma contribuição exactamente do mesmo local, mas esta noite o abuso era mesmo ridículo.
37-01-IN
78-79-DJ
89-15-HC
Habitualmente há sempre um carro mal estacionado, que obriga a fazer um ligeiro desvio ao percurso, mas hoje o peão deparava-se com esta verdadeira muralha de Fiesta e Golf, cujos condutores fizeram o favor de nos deixar cerca de 50 centímetros ali à beirinha da estrada. (vista1.jpg, vista2.jpg, vista5.jpg)
Quando passei, já algum peão demasiado exaltado tinha tentado passar entre o Fiesta e a parede, com os efeitos nefastos daí decorrentes para o espelho retrovisor lateral. Eu, como esgotei o meu stock de autocolantes, limitei-me a deixar uns bilhetes no limpa-pára-brisas. O outro peão ainda não deve conhecer os efeitos terapêuticos do autocolante. Por falar nisso, estou a precisar de uns, depois podemos combinar...
Já antes desse pedaço de passeio, o peão tem que percorrer um passeio que se viu invadido por estacionamento em espinha, quando antes era paralelo à via, a pretexto de umas obras que ali decorrem. Isto até se aceita, excepto quando o automobilista tem medo que lhe impeçem batam na gigante cauda do seu pequeno utilitário, e deixa apenas uns 30 centímetros de passeio livres.
Surpresa das supresas, cerca de 60 metros à frente, encontram-se uns 10 lugares livres (vista4.jpg). Na fotografia aparecem uns 5, do outro lado da rua haveria outros 5.

Envio também outra fotografia do Martim Moniz, onde o espaço dos peões é delimitado por um lancil; obviamente surgem logo a seguir campeões como esse.»
Contribuição de um leitor

Pilarete Humano!

«Eram cerca de 9:45h da manhã de quarta-feira, 19 de Maio, quando, voltando a casa depois de deixar a minha filha na creche paroquial de Oeiras, encontrei, entre outros, o carro com a matrícula XXXXXXXX estacionado no passeio da rua José Falcão, em Oeiras, de tal maneira que tive de andar de lado para passar entre o retrovisor e a parede. Quando passava pela frente do carro, percebi que os piscas tinham-se acendido e apagado. Olhei para trás e vi que uma senhora o tinha aberto e, que se preparava para entrar no carro. Disse-lhe que aquele carro, estacionado como estava, agredia-me. Ela respondeu-me: "Ah é? Óptimo!". Diante de semelhante resposta, pus-me, no passeio, em frente ao carro, e tentei inicialmente telefonar à Polícia Municipal. Atendeu-me um sinal de fax. Tentei então telefonar à PSP. Enquanto o fazia, a senhora saiu do carro e empurrou-me enquanto gritava: "Sai, sai que já me estás a irritar", "Se não queres morrer sai da frente porque eu vou passar por cima". Eu deixava que a senhora me empurrasse mas, quando ela entrava no carro, punha-me outra vez no passeio à sua frente. Depois de duas tentativas, consegui falar com a PSP, que se pôs a caminho do local. Em dado momento, alguém disse à senhora que a Polícia estava a caminho. Pouco depois, a senhora pôs o carro em andamento - não suficientemente rápido para me magoar mas suficientemente pesado para me derrubar sobre o capot. Com o carro já inteiramente fora do passeio, a senhora parou e eu saí do capot. Pouco depois (não mais de 5 minutos), chegaram dois agentes da PSP. Nem a senhora nem o seu carro estavam então no local. Quando eu estava a contar o que acontecera, vi que a senhora voltava ao local. Os agentes tomaram o cuidado de nos manter sempre à distância, de maneira que não sei o que essa senhora lhes disse. Sei apenas que também eu contei a minha versão dos acontecimentos e que ambos fomos identificados.


Duas senhoras que assistiram à cena aceitaram testemunhá-la.»

Mário Negreiros

Hoje andei com amigos a colar uns autocolantes...

Boa noite!
Hoje andei com amigos a colar uns autocolantes.

Apoio totalmente a vossa iniciativa e só hoje me apercebi como os autocolantes acabam num ápice (tal é a loucura dos estacionamentos)!

Perto de minha casa tenho constantemente veículos estacionados nos passeios, em frente à porta do prédio, com lugares de estacionamento livres (muitos mesmo) a menos de 50/100m.

Os passeios foram arranjados há menos de um ano e já estão com aspecto de estar cá há muitos anos, com abatimentos e lancis partidos e enegrecidos (suponho que não tenham sido construídos para aguentar com os carros em cima). Valeu a pena o investimento (pago por todos nós)? Teria certamente valido se existisse respeito pela comunidade, pelos vizinhos, por todos os que andam a pé (que são mesmo todos!)...

Estive a ler o blog e chateia-me um pouco que as pessoas que colam estes autocolantes também respondam agressivamente contra os infratores que se manifestam. Parece-me que assim nos estamos a enfiar todos no mesmo saco. Eles que se manifestem, não precisamos de entrar num nível degradante e alongar conversas que não levam a lado nenhum. Mas compreendo a revolta e o direito de expressão, por isso isto é apenas um desabafo e uma referência ao que considero menos positivo neste movimento (as "conversas decadentes" que encontramos nos comentários do blog). E a perfeição por vezes é inimiga da acção!

Muitos parabéns pela iniciativa!

Podem enviar-me autocolantes?

Que dados necessitam, é necessário pagar alguma coisa?

Obrigado!
AP

Não dizem que precisam de dinheiro?

Apesar de ter, ali ao pé, estacionamento gratuito e abundante, este automobilista prefere estacionar a caranguejola como se vê. E não se sabe o que mais admirar: se a desfaçatez desse pândego, se a inoperância das autoridades (que passam ali várias vezes por dia), se o misto de naturalidade e resignação dos peões obrigados a fazer o que a imagem de baixo documenta.

Já agora: numa altura em que o governo tanto se queixa da falta de dinheiro, porque não manda buscá-lo a esta gentinha que, como se vê, está disposta a pagar - e bem?
Mas, se não quer esse "aumento de receita", pode sempre jogar com a "redução da despesa": basta que o sr. Ministro da Administração Interna dê sinais de vida, e ponha a mexer os outros pândegos - os seus subordinados que são pagos pelos contribuintes para que isto não suceda.

Depois de despojado, o peão vê o seu espaço... vendido!









«Passeio Livre no Largo do Calhariz? No thanks to Olá!
Já não bastava o problema dos passeios pequenos para o grande volume de peões que circulam diariamente no Largo do Calhariz, agora teremos ainda de contornar, encolher a barriga, etc. para que sua excelência a marca OLÁ possa vender gelados no espaço público»
Contribuição de um leitor,


«É preciso é proteger o investimento!
Desde que vi uma foto de um smart estacionado dentro de uma paragem de autocarro, pensava já que tinha visto de tudo»
Contribuição de um leitor,

...isto merecia era uma grande volta!

«Achando que isto merecia era uma grande volta!

Na 1ª foto podemos ver que o melhor amigo do dono, ficou bem direitinho em cima do passeio, que é para não estorvar muito.
Na 2ª imagem, parece-me que os senhores da Precision também necessitam de mais espaço, pois o carro estava ao seu(deles) cuidado.
Abraço e boa sorte»
Contribuição de um leitor,