Ainda os MUPIS

Av. Fontes Pereira de Melo e Av. Almirante Reis
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Estes trambolhos acabam por ser ainda mais gravosos do que os carros pois, ao contrário destes, não podem ser rebocados - nem sequer multados. Acresce que, se são colocados da forma que se vê, isso sucede com a conivência dos poderes públicos (policiais e autárquicos) - precisamente aqueles que deviam estar na primeira linha da defesa dos cidadãos.

NOTA: na imagem de cima, vê-se que ainda houve alguém que desviou um pouco o tapume para os peões passarem. Na de baixo, ao invés, o tapume foi desviado por forma a tornar o passeio totalmente intransitável!

mupis - uzo e abuso

«CONCORDO que a luta por "passeios livres" deve ser extensiva a outros objectos.
Em vários passeios são colocados mupis, da JcDecaux e Cemusa, que prejudicam a circulação de peões.
Normalmente, e por razões óbvias, há uma grande pressão para instalar mupis nos passeios com maior circulação de peões.
Envio algumas imagens bem elucidativas...
Já por várias vezes reclamei, escrevendo para a CML e a Jcdecaux, mas até hoje ainda não assisti à remoção destes mupis.
Talvez o Passeio Livre deva considerar uma campanha especial para mupis e outros dispositivos de publicidade instalados nos passeios!
Abraço»
Leitor identificado

89 - 20 - OQ

enviado por um leitor identificado:

É assim todos os dias em frente ao "Galinha Gorda", no Bairro da Encarnação. Estes dois agentes da PSP vêm almoçar a este restaurante e deixam  o seu veículo no local que se vê. Repare-se que se trata de uma zona com uma população idosa, com pessoas que se deslocam de cadeiras de rodas. É aflitivo ver a impunidade com que estes dois agentes estacionam em cima da passadeira e do passeio para irem almoçar. Dão um belo exemplo de respeito pela Lei. O passeio de calçada está em péssimo estado por causa das rodas do jipe da polícia.

Acesso à estação S. Apolónia

«Exmo. Sr Chefe de Segurança da Estação de Santa Apolónia
A partir de dia 7 de setembro, vai ficar fechada a portinhola de acesso que as pessoas vindas dos bairros de S.Engrácia, Bairro América, Graça, etc, usavam para aceder à estação ferroviária e ao Metro de S.Apolónia (figura 1). Esta porta sempre exibiu um letreiro a dizer “Acesso reservado”, mas as pessoas sabiam que estava aberta e usavam-na para entrar na estação. Algumas pessoas até cruzavam as linhas dos comboios (atitude sem dúvida perigosa, mas que poderia ser reprimida facilmente) para chegarem mais rapidamente ao Metro. O fecho desta porta é explicado como sendo por "motivos de segurança" não melhor esclarecidos. Segurança de quem? O acesso pela entrada principal implica contornar a estação por um passeio tão estreito que os peões quase são atropelados pelos autocarros, mas onde sobretudo é muito perigoso passar com um carrinho de bebé (figuras 3-6). Nas imagens apenas aparece um carrinho de criança que já anda, portanto bastante mais estreito que um normal carrinho de recém-nascido.
Fui perguntar no atendimento a clientes se pelo menos têm intenção de abrir a outra porta (grande, pensada para ser de acesso MESMO) um pouco mais a frente, no fim da linha 1, onde além das bilheteiras e salas de espera, o público poderia aceder a uma passagem subterrânea que leva perto da entrada do metro (figura 7). Não é que esta abertura resolveria muito, até aí não deixa de ser perigoso tentar conduzir um carrinho de bebé (já para não falar duma cadeira de rodas!!). Simplesmente, esta porta nos pouparia muitos mais metros de martírio. Mas não, a resposta foi não, porque "por aí fugiam os ladrões". E então, a entrada gigante do lado do rio, por onde os passageiros da Carris entram directamente no Metro e na estação? Por aí não fogem ladrões? È muito mais fácil um cúmplice estacionar um carro à espera do amigo ladrão nesse lado, do que na Rua da Bica do Sapato, onde a estrada é tão estreita que não há hipótese de um carro parar sem parar o trânsito todo!
E em qualquer caso existem câmaras já instaladas, e existem seguranças a precisarem de trabalhar.
As estações principais (e não) das capitais (e outras cidades) de toda Europa têm 2 ou 3 entradas. Nós aqui não. Nós temos que andar centenas de metros num passeio que mede 50 cm de largura, com autocarros a nos fazer cócegas (figura 8). E se tivermos a péssima ideia de ter filhos e se quisermos sair com eles de transportes públicos (porque não temos outra opção), ou se somos deficientes motores, pois bem, não temos direito a usar nem metro nem comboio. Não em Santa Apolónia. Afinal, o passeio é bem mais amplo à altura do Hotel Paludismo (figura 9), porque nos havemos de queixar?
Esta carta vai ser enviada a outras entidades.
Obrigada
(...)
(residente na junta de freguesia de S.Engrácia e mãe duma criança de um ano e meio).»
 
Carta enviada para: municipe@cm-lisboa.pt, dgep@cm-lisboa.pt, dsrt@cm-lisboa.pt, condicionamentos@cm-lisboa.pt, geral@jf-santaengracia.pt, jfreguesiadagraca@sapo.pt, dmpcst@cm-lisboa.pt, peao.exaltado@gmail.com, relacoes.publicas@metrolisboa.pt, gmoptc@mopt.gov.pt