Imagens de Lisboa

2 Jul 10
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Nas primeiras imagens: como se fosse a coisa mais natural do mundo, uma senhorita sobe o passeio (já agora, numa passadeira de peões...), deixa o carro onde mais pode estorvar, e vai às suas comprinhas.

Nas seguintes: um cego debate-se com outros obstáculos, já depois de ter ultrapassado o anterior...
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4 comentários:

  1. Falta dizer que, além do parque a 200m (como se vê no placard) há outro, mesmo do outro lado da avenida, com 3 pisos, 636 lugares, e está vazio.

    Já agora: de que estão à espera para privatizar a EMEL, pondo a mexer os incompetentes que a gerem e os fiscais que fecham os olhos naqueles locais que todos nós conhecemos?

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  2. Qualquer de nós, com um bloco e uma esferográfica, passaria mais multas em meia-hora do que certos fiscais da emel num dia inteiro.

    Há locais de Lisboa onde esses meninos e meninas até parece que têm medo de ir (quanto mais de multar!), e é vê-los a assobiar para o ar, ou a atravessar a rua para o outro lado, só para "não verem"!

    Ora, se isso está à vista de todos e não é segredo para ninguém, pergunta-se:

    Não há inspectores que metam na ordem esses fiscais-de-faz-de-conta (e, no limite, os ponham a mexer)?
    Ou essa gente anda em roda-livre, fazendo o que quer e lhe apetece (multando ou não multando, a seu bel-prazer)?

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  3. Sim, a ideia que tenho (e fundamentada pelo que vejo todos os dias) é que ninguém controla o trabalho desses fiscais:

    Passam por carros como o que aqui se vê e nada fazem. A seguir, são capazes de bloquear e rebocar um outro, ali perto, que apenas não regularizou o pagamento.

    Essa gente parece não receber qualquer formação. São lançados para a rua, e sentem-se como reizinhos, com o poder de punir ou perdoar.

    É a porta aberta (escancarada!) para o compadrio, o amiguismo e a corrupção. Nada que preocupe os responsáveis por aquela "espécie de empresa" que, de facto, bem precisava de ser metida na ordem, de cima a baixo. Privatizá-la talvez não fosse má ideia, de facto.

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  4. Se a própria polícia (PSP) está-se marimbando para o estacionamento selvagem em cima dos passeios, em cima das passadeiras, nas paragens dos transportes públicos, em frente às portas dos prédios (e em cima dos passeios, que é mais grave, para o caso de existir uma situação de evacuação hospitalar); se em frente à ESQUADRA DA PSP do Calvário/Alcântara (Divisão), passam filas de carros em corredor BUS, antecedido de sinal de SENTIDO PROIBIDO, descarregam mercadoria furgonetas em cima do passeio para o Minipreço e loja dos 300... que podemos nós fazer, simples cidadãos que andamos a pagar para essa gente fazer cumprir a lei? Se os tipos da PM (Polícia Municipal) já nem se dignam responder aos e-mails enviados sobre estacionamento selvagem, que podemos nós fazer? Quando a Carris, que tem Smart's com um PM ao lado do condutor, para a fiscalização dos corredores BUS e se depara com um estacionamento nas paragens ou circulação pelos corredores e passa assobiando para o ar sem agirem, que faz essa gente? Andam a passear pelas ruas de Lisboa? Indaguei a Carris nesse sentido e a resposta da secretária do Provedor do Cliente responde que iam tentar SENSIBILIZAR os agentes municipais para fazerem cumprir o Código da Estrada aos infractores! Isto, Portugal, é um País de Faz-de-Conta, um País de Alice-das-Maravilhas, onde o bandido e criminoso é safo por leis criadas precisamente para absolverem à medida, outro tipo de bandidos, onde a lei é rigorosamente aplicada ao pilha-galinhas e a brincar aos poderosos! Isto já não vai lá com auto-colantes!

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