Em Leiria também quero andar a pé!


Boa noite,


Aproveito este espaço para partilhar convosco sentimentos que conhecemos bem, pois somos peões!


Em Leiria, cidade onde moro, procuro sempre adaptar ao meu dia-a-dia a melhor forma para me deslocar na cidade.


São 2 Km que distam entre a minha residência e o Campus 2 do Instituto Politécnico de Leira, local onde trabalho...feitas as contas são 4 Km ao final do dia.


Geralmente o regresso a casa é feito a pé... E é na condição de peão que manifesto o meu desagrado!


Decorrem actualmente as obras nos acessos ao campus universitário e centro comercial de Leiria. A mensagem dedicada ao peão é explicita e lê-se mais ou menos isto: "circule no passeio do outro lado". Que passeio? Sou literalmente empurrada para a estrada. E eis que o automobilista reclama a presença dos peões manifestando-se com buzinas, sinais de luzes e seguem dizendo: "sois um perigo", dizem eles/as, quando passam a velocidades acima dos 50Km/h - velocidade máxima permitida no local!


Para além da inexistência de espaço que garanta uma circulação minimamente segura e confortável em parte do percurso, regista-se ainda a falta de iluminação. Como aliás confirmam as imagens! Lamento as condições das fotos, mas a luz é fraca, a maioria dos candeeiros estão desligados...





A caminhada continua e finalmente encontro o passeio...






Mas logo a seguir eis que me deparo com o magno cenário:








Partilho este espaço, que se vê na imagem, com dois cidadãos que passam e dizem um para o outro: “sinto-me bem quando caminho!”
Ao que eu respondo: “Eu também... mas posso fazê-lo sem massar muito os Srs. automobilistas?”
DF

---


As boas notícias são que o Instituto Politécnico de Leiria está a participar no Projecto Europeu T. aT. “Students Today, Citizens Tomorrow”. 



O projecto conta com participantes de três países, Chipre, Itália e Portugal. O consórcio português é formado pela Câmara Municipal de Leiria, o Instituto Politécnico de Leiria (que participará com o campus 2 como objecto de estudo) e a ENERDURA - Agência Regional de Energia da Alta Estremadura.


O Projecto deixa alguns conselhos para que possa, já hoje, começar a actuar localmente, optando por soluções de mobilidade mais sustentáveis:
·   Evite usar o veículo em deslocações com percursos inferiores a 2 - 3 Km.
Nestes percursos, o consumo de combustível pode chegar a ser mais do dobro do consumo alcançado em estrada, a uma velocidade de 90 Km/h.
Utilize preferencialmente modos suaves de deslocação (andar a pé ou de bicicleta) ou os transportes públicos para este tipo de deslocações.
·   Partilhe, sempre que possível, o uso do veículo nas deslocações diárias (universidade, trabalho, ...).
·   Efectue uma condução eficiente, inteligente e amiga do ambiente (condução Eco-Eficiente).
·   Sempre que for possível, estacione o veículo em parques periféricos e utilize os transportes públicos para aceder ao centro da cidade.
·   Efectue uma manutenção adequada do seu veículo, revisões e verificação da pressão e estado dos pneus (pneus abaixo da pressão recomendada podem aumentar o consumo do veículo em cerca de 8%).



-----
O Passeio Livre dá os parabéns a todos os parceiros por esta excelente iniciativa... mas os peões agradeciam um esforço atencioso e suplementar da Câmara Municipal de Leiria para que pelo menos possam chegar ao campus da Instituto Politécnico de Leiria em conforto e segurança.

...daqueles que deveriam dar o exemplo, já que nem a lei aplicam

Bom dia,

uma imagem substitue mil palavras. Penso que as que estão a receber demonstram o carácter e responsabilidade daqueles que deveriam dar o exemplo, já que nem a lei aplicam. Obrigado por contribuírem para a nossa (merecida) fama de 3º mundo da Europa.

Um munícipe peão.










Sem emenda?


Na RUA DA EMENDA é assim quase todos os dias: Os peões nas faixas de rodagem e os veículos automóveis nos passeios e passadeiras. Se não conseguimos alterar esta anomalia então que se altere a toponímia do arruamento. Que se assuma a nova «Rua Sem Emenda». A CML tenta justificar os elevados custos na construção de parques de estacionamento subterrâneo com a ideia civilizada da devolução do espaço público aos cidadãos. Mas o que acontece em demasiados casos é que, e logo após a inauguração do novo parque, os passeios num raio de 50m são tomados de assalto pelo estacionamento selvagem. A razão é simples como sabemos: os portugueses estão habituados a estacionar as suas viaturas de transporte privado, gratuitamente e em qualquer lado, desde a década de 60. A entrada para o parque no Largo de Camões fica a cerca de 20 metros deste arruamento.

Abraço,

F


Bons exemplos

Bom dia



tendo em conta que o meu primeiro email foi há mais de um mês e nunca recebi resposta da digníssima e intocável Polícia Municipal, então como prometi, não vou enviar mais nenhum a reclamar da vossa incompetência e da falta de respeito e de profissionalismo. Apenas vou enviando o que vai saindo nos media, que eu tenha enviado ou tenha tido conhecimento:


Hoje, VISÃO (com um pouco de sorte irá saír numa edição em papel):


 
Esta mensagem foi enviada aos blogues Passeio Livre e A Nossa Terrinha, à Câmara Municipal de Oeiras e à Polícia Municipal de Oeiras. Um exemplo de persistência a seguir.

Ainda as cargas e descargas



Um pequeno veículo, ligeiramente em cima do passeio, quase em cima da passadeira e por muito pouco tempo, claro!

Nesta foto podemos ainda testemunhar a clássica partilha da passadeira entre automóveis e peões, a forma "Vai passando que eu passo também" que quando se acrescentam crianças à equação pode tornar a coisa menos previsível e muito mais perigosa. É o mesmo que dizer "estou-me a cagar para as passadeiras e para os peões".

Um concentrado de absurdo


6 Dez 09 - 14h

Pelo menos em Lisboa, a maioria dos parques para motociclos foi, recentemente, protegida contra o estacionamento abusivo recorrendo a pilaretes. Goste-se ou não da solução, o certo é que se tem revelado eficaz, ficando apenas por explicar porque é que, em certos locais, tal não foi feito - este é um deles, e o resultado está à vista...

Neste caso, o dono da carripana não se limitou a usar o parque para motociclos...

O facto de isto se passar à porta da casa de António Costa, não é relevante. Mas o facto de ser domingo (quando o estacionamento é abundante e gratuito) - isso, sim - torna o absurdo verdadeiramente absurdo!