Apelo de um leitor

Um apelo aos dispensadores de autocolantes de Lisboa (e do resto do país também); aproveitem os últimos dias de Agosto para uma aplicação intensa de autocolantes. Nestes dias em que a cidade vive uma apreciável redução do número de automóveis nas ruas (está tudo a banhos) sobressaem aqueles condutores que estacionam-sobre-o-passeio-sempre-e-independentemente-das-circunstâncias, são os daqueles (muitos) carros que estão estacionados sobre os passeios e passadeiras mesmo havendo abundantes lugares para estacionamento legal a menos de 10-20m de distância. Sei que é difícil mudar o funcionamento destas mentes rudimentares, mas se lhes aplicarmos um autocolante todas as vezes que prevaricam pode ser que desenvolvam a fobia "estou-a-ser-observado" e isto os leve a alterar a prática.

João Cruz

Automobilista obrigado a pagar 600€ de compensação por obstruir passeio

Uma excelente notícia que nem nos chega do Norte da Europa. Aconteceu na Grécia, país onde nasceu a ideia do autocolante do peão pela mão dos Streetpanthers (fonte da notícia aliás). Um país no qual, tal como em Portugal, é socialmente aceite que o peão seja preterido ao automóvel mesmo no espaços reservados ao peão.
Um casal que passeava em Atenas, chegou a um jipe que obstruía por completo o passeio e os obrigava a caminhar pela rua. Tassos Pouliassi não se conteve e passou por cima do jipe, danificando-o involuntariamente. Depois de uma violenta discussão e intervenção da polícia o caso seguiu para tribunal. Este decidiu que o condutor deveria indemnizar o casal em 600€ por ameaça à integridade pessoal, e que este deveria compensar pelos danos no jipe.
À boa maneira mediterrânica, o carro nunca chegou a receber uma multa de estacionamento ilegal.


(encontrado no Menos Um Carro)

Parece que há eleições e coiso

Exmo. Senhor Presidente António Costa

Venho por este meio lembrar V. Exa. do problema do estacionamento nos passeios nos arruamentos das Freguesias das Mercês e de São Mamede. Os moradores são obrigados a circular no meio da maior parte das ruas como pode ler no depoimento de uma moradora que foi recentemente publicado na revista mais lida em Portugal:


"Agora já nem repara, mas antes «achava uma tortura» ter de serpentear passeios estreitíssimos pejados de carros mal estacionados: «Queria passar com o carrinho de bebé e tinha de ir para o meio da estrada. Isso nunca me aconteceria na Rússia."

Anna Sokolova34 anos Russa, Médica In Notícias Magazine, 26 de Outubro de 2008 (pág. 51)

Envio algumas fotografias, das dezenas que tenho, para ilustrar o drama do estacionamento selvagem neste bairro da cidade.Os moradores que ainda gostam, precisam, ou insistem em andar a pé, apelam à instalação de pilaretes nos passeios. Muito obrigado pela atenção dispensada.

Com os meus melhores cumprimentos
(leitora identificada)




E o leitor, já perdeu 5 minutos a exigir uma melhor cidade? Ou não vale a pena?

Postais turísticos




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ESTAS fotografias (tiradas todas no mesmo local e com pouco tempo de intervalo) mostram diversos carros que, para aproveitarem a sombrinha das árvores, não hesitam em ocupar toda a largura do passeio - obrigando os peões a entrar na faixa de rodagem. Salvo melhor opinião, parecem ser um bom pretexto para um passatempo que decorrerá em duas fases, e cujos prémios, a atribuir a quem primeiro der as respostas certas, serão exemplares do livro Desafio à Polícia, de Carter Dickson.

1ª fase: Em que cidade (ou vila, ou aldeia...) se passam tão edificantes cenas?

2ª fase: Em termos de repressão, o que é que costuma fazer a polícia - quando ali passa, e vê cenas como as que aqui se documentam?

Oeiras, século XXI

Enviado por um leitor para o Passeio Livre e para a Câmara Municipal de Oeiras. Desconhecemos a resposta. Nem seria propriamente uma questão de competência das autoridades; por vezes é só preciso menos imbecilidade por parte de quem estaciona.

O senhor ficou encravado a certa altura entre o carro e a parede. Porque continuam a fechar os olhos a isto?? Não compreendo. Conseguem dormir descansados à noite, sabendo que isto se passa no vosso concelho?

Pequeno exercício de semiótica

Ao cimo da Av. Álvares Cabral. Mesmo coladinho ao Jardim da Estrela.
Uma rotunda em que uma das ruas está fechada para obras. Não vá alguém queixar-se, sinalizaram o trajecto alternativo para o outro extremo dessa rua. Claro que não é minimamente importante que o sinal de “Desvio” tape por completo o aviso de passadeira de peões. Afinal, bem mais importante que eles, essas coisas de duas pernas que só atrapalham, é o automobilista não se perder nas ruas da capital, agora que as obras estão aí por via das eleições.
Viva a sinalização: vertical para os carros, horizontal para as lápides fúnebres!

Além dos passeios, também comemos os jardins

Retrato do jardim municipal, criado na década de 50, no logradouro com entrada pela Rua Cervantes.
Levantamento fotográfico de Junho de 2008. No passado dia 21 de Março a CML iniciou obras de «requalificação» deste jardim no interior do quarteirão formado pela R. Cervantes, Av. Madrid, Av. João XXI e Praça do Areeiro (entrada é só pela R. Cervantes). A requalificação era uma obra reclamada há muitos anos pelos moradores. Este jardim municipal estava numa degradação extrema e totalmente transformado num parque de estacionamento ilegal (incluindo várias viaturas abandonadas e outras até a servir de residência permanente!).
Infelizmente, e como ainda é hábito, o projecto de intervenção nunca foi tornado público nem aberto à participação dos moradores. E aos munícipes que pediram para consultar o projecto a CML nunca respondeu. Existe o receio de que a «requalificação» queira dizer, abate de algumas árvores e redução dos canteiros para criar mais lugares de estacionamento - para esse cidadão principal de Lisboa chamado «viatura automóvel privada». Promover o estacionamento neste jardim não faz sentido porque a zona tem oferta suficiente de lugares de estacionamento (gratuito à superfície, ou pago, na Garagem Monumental do Areeiro). Esperemos que no final das obras a CML tenha afinal retirado lugares de estacionamento, plantado mais árvores e arbustos, assumindo aquele espaço como jardim e não como parque de estacionamento com árvores...
Fernando Jorge