Ao vivo no Incrível Almadense!

No Ecoponto???

A lata da lata.

Naquela linda manhã...



Bons exemplos #1

Do outro lado é que é?




Qualidade de Vida?

Bons exemplos #2
Bons exemplos #3

Bons exemplos #4





Copenhaga, Dinamarca

Uma universidade. Lá devem ser pobres. Cá é só automóveis.

O convívio possível: automóveis, bicicletas e o andar a pé.

Tanto passeio livre!











Assim há espaço para o carrinho do bebé passar.


Outra rua morta. De certeza.


Proíbido a motas? Proíbido a carros? Estão loucos!?




Sem automóveis as ruas morrem! O comércio morre! As pessoas não querem andar a pé!


Sem automóveis as ruas morrem?


Sem automóveis as ruas...



...morrem?
As pessoas não querem andar a pé?



Uma esplanada? Mas lá neva, chove e faz muito frio!?


Estes vikings são loucos!


Loucos!


Carlos Barbosa, presidente do ACP, diz que o presidente da autarquia pretende "uma coisa irrealista, que é pôr a cidade a andar de bicicleta e a pé", recordando que "os carros fazem parte da cidade"Lisboa, 09 Jun (Lusa)


"Uma das mudanças projectadas, segundo o autarca de Campolide, é a criação de uma via pedonal para pôr as pessoas a andar a pé entre a Alameda Afonso Henriques e o centro comercial Corte Inglés naquela mesma zona de São Sebastião. Se puserem as pessoas a andar a pé à beira-rio está bem, agora nesta zona, que não tem nada para ver! À noite, em vez de ser uma via pedonal, ou uma ciclovia, este percurso arrisca-se a ser a 'via do assalto, afirmou José Teixeira Santos.
Presidente da Junta de Freguesia de Campolide
In PÚBLICO, 17-06-2009
Mais uma vez, obrigado à leitora Catarina Fernandes pela reportagem.

Convite

Inauguramos aqui uma nova rubrica. Pretendemos mostrar como é possível haver cidades onde o automóvel não assume o protagonismo e onde os passeios e as ruas permitem outras vivências.

Todos os nossos leitores que residam no estrangeiro estão convidados a enviar fotografias e ilustrações de bons exemplos das cidades onde vivem para peao.exaltado@gmail.com

As imagens funcionarão por contraste. O desmazelo português será confrontado com as soluções já encontradas noutros países. Soluções simples e que em alguns bairros e centros históricos portugueses já começam a aparecer. Perante a evidência, a pergunta será óbvia: qual a razão para o atraso destas boas práticas em Portugal?

Ponderações de um leitor

Ponhamos de lado as demagogias e chamemos as coisas pelos nomes e ponhamos de lado os falso argumentos. Os motivos pelos quais há tantos carros nos passeios das nossas cidades são os mesmíssimos motivos pelos quais há tantas viaturas em segunda fila, há tantas infracções ao código da estrada e há tantas, tantas mortes inúteis em acidentes de viação: porque não existe em Portugal civismo nem autoridade!
O problema não se resume a uma questão de desrespeito dos peões pelos condutores, como a ideia por trás da iniciativa deste blog parece querer-nos fazer crer. Infelizmente, o problema é uma questão de desrespeito de todos por todos, incluindo dos condutores pelos próprios condutores, é uma questão cultural de violação impune das regras.
Esta cultura da impunidade resultou em Portugal na legitimação inconsciente da apropriação individual da coisa pública: os passeios são ocupados pelas viaturas porque deixaram de ser entendidos como um bem público mas sim como um espaço disponível para utilização individual.
Deste modo, não é com campanhas como a do autocolante, que até pode ser contraproducente pelo grau de irritação que pode causar, mas que ainda assim merece a minha simpatia, que isto se resolve. O problema resolve-se actuando sobre os dois motivos que estão na sua origem: desenvolvendo campanhas cívicas e fazendo as autoridades cumprirem a lei.
A mudança de mentalidades infelizmente demora muito, muito tempo a surtir efeito, pelo que é preciso exigir que as autoridades comecem urgentemente a fazer aquilo para que existem: para garantir o cumprimento da lei! A minha sugestão passa por existirem campanhas de sensibilização na televisão e na rádio e folhetos deixados no pára-brisas dos carros, procurando mostrar às pessoas que é errado estacionar em cima dos passeios e alertando que a partir de uma determinada data (por exemplo, seis meses ou ano) as autoridades serão verdadeiramente interventivas. A partir dessa data, as autoridades deveriam ser absolutamente implacáveis e multar todas as situações de incumprimento. No final do prazo, deixaríamos de ver carros em cima dos passeios! Não se trata de caça à multa, trata-se de cumprimento da lei!

HN (omitimos o nome por não termos a autorização expressa de o publicar)

A nossa resposta

Caro HN Este blog não quer fazer crer que o problema se reduza ao estacionamento em cima de passeios e de passadeiras. Infelizmente, temos de concordar consigo quando diz que esse é um problema que se inclui num quadro mais geral - e por isso mais grave - de incivilidade. De facto, o que se passa é que o que é público é visto como o que não é de ninguém, quando uma das características da civilização é tomar o que é público como o que é de todos. Mas, diante do quadro geral, é preciso começar por algum lugar. Nós começámos por lutar contra a usurpação de passeios e passadeiras - não apenas por ser uma manifestação de incivilidade grave em si mesma, mas também por ser paradigmática.

Quanto ao risco de o autocolante ser contraproducente pela irritação que possa causar aos visados, não é o que diz a nossa experiência. Temos exemplos de alterações de comportamento (poucos - sempre soubémos que esta seria uma luta duradoura) e sabemos que aqueles que se revelam incapazes de ouvir o clamor do autocolante, e que se limitam a ficar irritados, não devotariam nada além de desprezo a algum papelinho que fosse pousado no para-brisas. Ao contrário, o autocolante, precisamente por não ser "desprezível", é, no mínimo, provocador de uma discussão que julgamos fundamental - e que foi enriquecida pelos seus comentários e propostas, que talvez nunca tivessem sido escritas se a nossa acção se reduzisse à colocação de inócuos pepelinhos nos para-brisas.

Quanto à sensibilização das autoridades, acredite que muitos de nós tentam agir, individualmente, nesse sentido (foi daqui que surgiu, por exemplo o www.cartasabertas-portugal.blogspot.com , que é vocacionado precisamente para isso). Mas há um princípio fundamental no Passeio Livre: nada - muito menos a gritante omissão das autoridades - pode sequer reduzir a responsabilidade que cabe aos condutores pela maneira como estacionam. Esse é o nosso foco - que não anula outras acções, nomeadamente, as que tentem sensibilizar as autoridades.

Como sugere, era óptimo que quem dispõe de meios para isso fizesse campanhas na comunicação social para tentar sensibilizar as pessoas para a gravidade do estacionamento selvagem. Nós, evidentemente, não temos esses meios mas - e, mais uma vez, permita-nos atribuir o mérito ao autocolante - conseguimos uma considerável cobertura na imprensa, como pode constatar na coluna da direita do blog, sob o título "O Passeio Livre na Comunicação Social".

Saudações,

Passeio Livre

contribuições de vários leitores


S. Domingos de Benfica


S. Domingos de Benfica


S. Domingos de Benfica




Rua da Merca-Tudo, Lisboa


Rua Eduardo Coelho, Lisboa


Lisboa


Lisboa


Algures em Portugal


Lagos
























Almada


















CCB, Lisboa












Av dos Aliados, Porto