Lisboa Pornográfica

A Avenida Damasceno Monteiro recebeu a última produção da série Curvas e Contracurvas 5

As imagens são obscenas mas a objectiva do Passeio Livre captou algumas performances.
Avisamos que as imagens poderão ser eventualmente chocantes para leitores mais sensíveis:



















Em comboio



À bruta e nas escadas



Bacanal à luz do dia






A lasciva toca a todos: plebe e sangue azul

Olá minha senhora, eu sou o porteiro


Nesta javardice, o tamanho não é importante. O que conta é o gozo final.



Há quem não tenha gostado mas gostos são gostos.

Num sábado...



... depois das 14:00 (portanto, em horário de gratuidade no estacionamento), na esquina da Avenida de Roma com a Rua Conde de Sabugosa, Alvalade.

Um protesto

Exmos. Srs,

Venho por este meio dizer que percebo o vosso movimento, é legitimo o sentimento, contudo existem certos factores que os vossos mobilizados têm também de ter em conta antes de começar a colar autocolantes.

Eu sou cidadão do concelho de Oeiras, tenho direito porque pago á parques tejo a um lugar de estacionamento, no entanto existem alguns vizinhos que decidem usar o estacionamento para parqueamento de diversas viaturas decrepitas que servem de arrecadação e ora as arrastam para um lugar para a frente ora para a retaguarda, impedindo que estas sejam rebocadas pelas autoridades competentes, resultando numa usurpação de espaço, o que leva a que eu que pago á parques tejo, tenha que estacionar em cima de um passeio e levar com um autocolante vosso e passar ñ sei quanto tempo a esfregar o vidro para remover a cola e restos de papel.

Uma vez mais reconheço a vossa legitimidade, mas antes de agir é preciso saber o que se faz e como se faz, para não lesar quem já é lesado.


Os meus cumprimentos,

GS (o nome foi omitido por não termos a autorização expressa de o publicar).


A nossa resposta

Caro vizinho (quem lhe escreve também vive em Oeiras):

Cada um terá alguma razão e, se quer que use a franqueza, a sua não é melhor do que muitas que já ouvimos aqui.
O que as suas razões não chegam a explicar é por que há de ser o peão a pagar pelas suas dificuldades de estacionamento. Há um intervalo por preencher na sua lógica de que, se alguns estacionam viaturas decrépitas nas vagas da Parques Tejo e as usam como arrecadações, então, você tem o direito de submeter os peões a transtornos e, eventualmente, riscos. É um salto de raciocínio que a lógica não autoriza.
Digo-lhe também que, como morador de Oeiras, integrante de um núcleo familiar com dois carros, nunca, nem eu, nem a minha mulher nem alguns dos meus vizinhos tivemos algum dia que estacionar em cima de passeios ou de passadeiras. Outros dizem que é por falta de opção que o fazem. Como vivemos no mesmo lugar, e um carro é sempre um carro, o que distingue uns dos outros não é nada além da vergonha.

Os nossos cumprimentos,

Passeio Livre

Da Alemanha até à caixa de comentários


Estou a escrever para vos contar uma pequena história que me aconteceu na Alemanha já lá vão uns 10 anos. Andava eu a tratar da minha vidinha quando num dia de má sorte me lembrei de deixar o carro numa zona de estacionamento limitado no tempo - este é um conceito interessante que mostra o muito que estamos atrasados em termos de consciência cívica neste triste país.


A ideia é ter zonas de onde o tempo de estacionamento está restringido a um período máximo, creio que uma hora, já não me recordo com toda a certeza. Para os fiscais de transito, saberam quando estacionámos o carro, temos um cartão que tem impresso um mostrador de relógio e um ponteiro plástico que podemos ajustar, marcando desta forma a hora de chegada, apenas temos que deixar este cartão dentro da viatura em local visível. Notar que fora esta limitação, o estacionamento é grátis. É óbvio que este conceito teria um sucesso nulo se fosse aplicado em Portugal - por razões também elas óbvias!

Neste ponto entram as velhinhas. As multas de estacionamento não são passadas pela polícia. Em vez disso há pessoas (em regra pessoas reformadas) que armadas com um pequeno aparelho, passam de forma rápida e eficiente as multas necessárias, sem poupar no papel, diga-se. Assim a polícia fica com mais recursos para desempenhar tarefas mais importantes e todas as pessoas que estacionam indevidamente podem ter um expectativa bastante razoável de serem multadas, dado que o fornecimento de velhinhas parece inesgotável e a vontade que estas têm de multar também!

Outro ponto a ter em conta é que a multa é passada muito depressa, a pessoa limita-se a introduzir um código (que define o local, penso eu) e a matricula do automóvel. Em contraste, já todos observámos os nossos polícias que levam meia hora a passar uma triste de uma multa e isto na melhor das hipóteses. Se entretanto o automobilista chega então leva-se muito mais tempo dado que por um lado ainda o vão identificar e por outro a própria polícia não se safa de ouvir a ladainha do costume: "oh, sr. guarda perdoe lá a multinha" - que triste!

Voltando à minha história, esqueci-me de referir que estava numa pequena vila, com muito poucos carros, ou seja a necessidade de espaço de estacionamento não era muito grande. Apesar disso, quando cheguei dez minutos depois do tempo limite, já la tinha a respectiva multa. Ou seja, não há avisos prévios, não aparece o polícia a pedir por favor para tirarmos o carro e darmos um jeitinho. Assim que se está em transgressão, a multa é aplicada.


O engraçado é que, ao contrário do que se faz nesta terra de umbiguistas, as pessoas aceitam esta situação sem qualquer problema. Não se diz que a polícia anda na caça à multa. A polícia e os fiscais cumprem o seu dever, que é muito simples: sempre que observam uma transgressão aplicam a respectiva multa. Os outros cidadãos, por outro lado, aceitam isto como pessoas adultas que conhecem as regras da sociedade onde vivem. Como resultado liquido disto tudo aumentam substancialmente a respectiva qualidade de vida.


Se calhar o que Portugal necessita é maturidade e pessoas que pensem como adultos e não como putos mimados.

Testemunho de uma doença crónica em Lisboa



Boa noite,

Espero que os contributos positivos continuem a ser em maior número do que as ameaças vociferadas por escrito contra a cola "demoníaca".


Aproveito para enviar um exemplo de uma zona - a Avenida de Roma -, em que, graças à colocação maciça de pilaretes, se tem conseguido controlar relativamente este problema. Mas assim que surge um buraco no passeio, os carros começam a amontoar-se. Recorde-se que se trata de uma zona muito bem servida de transportes públicos (autocarros, metro e comboio) e que dispõe de vários parques de estacionamento (públicos e privados). No entanto, num dos cruzamentos apresenta uma situação no mínimo curiosa: trata-se do cruzamento da R. Frei Amador Arrais com a Avenida de Roma, frente ao Frutalmeidas e onde se inicia o Bairro de São Miguel.



Por alguma razão - possivelmente relacionada com a proximidade do referido café/mercearia Frutalmeidas e do talho Boutique da Carne - esta esquina é das poucas que não apresenta pilaretes. O espectáculo é aquele que se vê nas fotos. Já enviei as mesmas fotografias para a Polícia Municipal, que uns meses depois me respondeu, indicando que os agentes que foram verificar a situação nunca encontraram nada de anómalo. O que é estranho, porque não há dia em que não se vejam carros alegremente a estorvar os peões.



Apesar disso, continuo a achar que é importante que todas as situações sejam denunciadas à CML e à Polícia Municipal - em relação ao pedido de colocação de pilaretes, a minha experiência tem sido posítiva (apesar de demorar sempre alguns meses, claro). Se várias pessoas se juntarem para referir um problema na mesma zona, a pressão será sempre maior e as queixas terão mais hipóteses de serem tidas em consideração.


Muitos parabéns e força pela iniciativa, espero que muitos se associem. Um passo de cada vez.

Uma imagem

...vale mais que mil palavras.


Os carros não estão de facto no passeio. Estão num baldio. Mas todo o blogue documenta muitas situações em que o contraste é evidente: estaciona-se no passeio para se evitar o pagamento de um parque automóvel próximo ou para não andar tantos metros até casa. O desenrascanço no seu melhor.
Não estará toda a imaturidade cívica do estacionamento abusivo resumida nesta imagem?

Só para lembrar...

Só para lembrar do que estamos aqui a falar.
Contribuição de um leitor que tentou passear entre a Sra do Monte e o Martim Moniz. Mais ruou do que passeou.

Concurso de Ideias

Objectivo: Desenho de um autocolante de sensibilização e protesto contra a ocupação de passadeiras e passeios pelos automóveis

Formato: A6
Conteúdos mínimos: o nome do site (http://passeiolivre.blogspot.com/)
Cores: Preto e Branco sobre fundo amarelo (RGB 253 205 13 / CMYK 1 18 99 0 / PANTONE 116 C (solid coated) / #FDCD0D)

Formato de entrega: PDF/JPG/TIFF
um ficheiro de alta definição para a gráfica (A6 com 300 dpi)
e
um A4 com 4 repetições A6 para download e impressão caseira (pdf)
Data Limite de entrega: 15 de Maio
Direitos de Autor: Atribuição-Não a Obras Derivadas 2.5 Portugal

- As propostas não podem contrariar os princípios desta iniciativa, que é a sensibilização e não a agressão dos condutores em infracção.
- A organização deste concurso reserva-se o direito de vetar qualquer candidatura que contrarie esse princípio.


Todas as propostas recebidas e cumpram o critério estabelecido acima serão publicadas no site.

Envie as propostas nos formatos indicados acima até 15 de Maio: peao.exaltado@gmail.com

A partir de 15 de Maio haverá uma votação online durante 15 dias.

O design mais votado no dia 1 de Junho será impresso numa edição mínima de 20,000 autocolantes até 15 de Junho.

Participe e divulgue!