Quem faz e quem deixa fazer - Estão bem uns para os outros


28 Ago 09
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ESTAS duas fotografias foram tiradas com poucos segundos de intervalo - até porque os locais distam poucos metros entre si. Outras fotos semelhantes, algumas de hoje mesmo (mas em que os obstáculos, em vez de carrinhas e camionetas são vasos, marcos de correio, caixas de electricidade, parquímetros, etc), estão disponíveis para quem as pedir.

11 comentários:

  1. Caro FOX,

    Como se diz no título, estas situações só existem porque se junta quem FAZ com quem DEIXA FAZER.

    Ao afixar o autocolante, combatem-se os primeiros (e nunca as mãos lhe doam!).

    Mas o combate aos que DEIXAM FAZER não pode ser descurado: é um combate político, pois os responsáveis estão bem identificados: estão nas Juntas de Freguesia, no Governo (MAI) e nas Câmaras Municipais.

    Pelo menos em Lisboa, é verdadeiramente assustador pensar que vamos voltar a ter mais do mesmo.

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  2. Caro CMR, não vai ser o meu voto nem o da minha família (que até é bem numerosa), nem de todos os que puder avisar a tempo, que fará com que se dê continuidade a mais 4 anos do mesmo... mas o que me parece é que vamos ter realmente mais do mesmo... ou com estes ou com os outros do alterne... parece que este Povo não conhece mais ninguém, ou então gosta mesmo de levar nas trombas! Que gozo, carago!

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  3. Sim, em breve vou afixar uma colecção de fotos deste género, e vou desafiar os leitores a adivinharem quem governava a Câmara nessa altura.

    Acho que mais depressa acertarão no Euromilhões...

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  4. Caro Carlos Medina Ribeiro,

    De facto, há quem "faz" e quem "deixa fazer".

    Mas quem "faz" é o primeiríssimo responsável, e não o desculpabiliza o facto de o "deixarem fazer". Estamos a falar de um comportamento social que prejudica os outros cidadãos, de gente que só olha para o seu umbigo e que se está nas tintas para o incómodo que causa aos seus cidadãos, sobretudo os idosos, as crianças e os inválidos.

    Por outro lado, nós combatemos preferencialmente com as armas que temos mais à mão. Podemos reclamar às autoridades, e é bom que nunca o deixemos de fazer, ainda que continuemos a pregar no deserto. Mas os autocolantes têm outra eficácia...

    Mas se acha antes que a grande prioridade deve ser reclamar às autoridades, então peço-lhe que o faça. Ontem deixou aqui o seguinte comentário:

    "Quanto a reclamar superiormente, de nada adianta".

    Não desista! É o pior que pode fazer.

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  5. «...mais 4 anos do mesmo»... sim, pois...com os partidários do Adam Smith deve ser melhor!

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  6. Não sei se sabem, neste mandato camarário, todos os partidos com assento na Câmara de Lisboa aprovaram a Carta Municipal de Direitos dos Peões, sob proposta apresentada pelos Cidadãos Por Lisboa. Não subestimem a importância deste pequeno passo, é um avanço, é um bom sinal. Ainda que por enquanto seja só no papel, este assunto deixou de ser completamente ignorado pelos nossos eleitos, como sucedia...

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  7. Cara Madalena,

    Quando digo que nada adianta, sei bem do que falo, pois já reclamei, pessoalmente, a vários graduados da PSP (e não só em Lisboa...) e poupo-a à lista das respostas e desculpas que eles dão para nada fazerem.

    Já falei, inclusivamente, com um administrador da EMEL e com 3 vereadores por Lisboa (de duas forças políticas).

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    Quanto ao facto de o infractor ser o 1.º responsável pela infracção, claro que é!

    Palpita-me que teria mais impacto pôr um processo disciplinar a um fiscal da EMEL que não faz o que deve (como ainda há minutos vi vários, a "fecharem os olhos") do que 500 autocolantes. Mas uma coisa não invalida a outra, pois o problema do estacionamento selvagem tem muitas vertentes, e o ataque a esse flagelo deve abarcá-las todas, e de todas as formas possíveis.

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  8. Quanto ao impacto do processo disciplinar, estamos de acordo. Se as autoridades policiais começassem hoje a actuar (e a actuar COM COMPETÊNCIA, isso é essencial), em poucos meses teríamos o problema em grande parte resolvido.
    Simultaneamente, precisaríamos de muitos mais pilaretes instalados em Lisboa (como sucede em todas as grandes cidades europeias).
    Depois, precisaríamos de uma série de medidas políticas, a nível municipal e, sobretudo, da A.M.L., no sentido de reduzir significativamente o uso do automóvel, incluindo uma coisa essencialíssima: uma rede de transporte escolar.

    Enquanto continuamos a sonhar, resta-nos colar autocolantes e denunciar o maior número de situações possíveis. Com as minhas queixas já consegui uma instalação de pilaretes! E com os autocolantes já consegui verdadeiros milagres...

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  9. O que eu acho, é que se está a desperdiçar o facto de haver, em breve, 2 actos eleitorais em que podem ser penalizados os responsáveis pelo estacionamento-selvagem:

    Autarcas das Juntas de Freguesia, das Câmaras Municipais e até governantes (a DT da PSP depende do MAI) deviam sentir claramente que podem perder muitos votos com a sua inoperância.

    Eu acho que essa "ameaça" (que só vai voltar a ser possível daqui a 4 anos!) seria altamente compensadora desta nossa luta. E não estou a ver que esteja a ser-lhe dada a devida atenção - sob a forma, p.ex., de uma dessas petições 'online' que se fazem por motivos menos mobilizadores.

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  10. Onde está a petição "anunciada" (em Julho) pelo Passeio Livre para Setembro?
    Concordo: esta é uma oportunidade de ouro, que só se repete daqui a 4 anos...

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